2026 começa com conflitos ao redor do mundo ainda sem solução e outros que ainda ameaçam começar. Da América do Sul à Ásia, grandes potências econômicas e militares tentam impor sua influência por meio de guerras e ataques.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, terminou 2025 ameaçado de ser deposto pelos Estados Unidos. Os americanos aumentaram a presença militar na região ao longo do ano passado, atacaram embarcações e o território venezuelano, além de retomar uma série de sanções ao petróleo do país.
A Casa Branca acusa Maduro de ser o líder de uma organização criminosa.
Em mensagem de Ano Novo, Maduro afirmou que 2026 será um ano para fortalecer o desenvolvimento técnico e militar. Segundo o ditador, somente esses fatores vão garantir “a proteção da pátria e a independência irreversível frente às ameaças e doutrinas imperiais”.
Enquanto ameaça iniciar um conflito contra a Venezuela, Trump procura se apresentar como pacificador de guerras já em curso – com o objetivo de conquistar um Nobel da Paz.
Desde que voltou à Casa Branca, o americano tenta encerrar os combates na Ucrânia – chegando a dizer que conseguiria a solução em apenas um dia. Mas, depois de meses em negociações, reconhece que a situação é complexa e que um desfecho depende de uma série de concessões ainda distantes.
Após apresentar um plano formulado com auxílio russo, Trump ouviu o governo da Ucrânia para chegar a uma nova proposta que contemple as demandas de Kiev.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o texto está 90% pronto. No entanto, alguns pontos, como a cessão de territórios ucranianos e o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, ainda estão indefinidos. A Rússia não se mostra disposta a ceder nas exigências.
Em mensagem de Ano Novo transmitida em rede nacional, o presidente Vladimir Putin disse que está pronto para “vencer a Ucrânia”.
“Nós nos esforçamos para levar alegria e acolhimento àqueles que precisam da nossa participação e cuidado. E, claro, para apoiar nossos heróis — os participantes da ‘operação militar especial’ — em palavras e ações. Acreditamos em vocês e na nossa vitória”, disse Putin.
Trump também tenta mediar o fim da guerra entre Israel e Hamas. O americano recebeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no seu resort em Mar-a-Lago no fim de dezembro para discutir a resolução do conflito.
O plano, assinado em outubro de 2025, conta com três fases, mas segue estagnado na primeira. Trump cobra avanços que preveem a retirada de Israel do território palestino, o desarmamento do Hamas e a desmilitarização de Gaza.
Netanyahu trava o andamento do acordo e mantém bombardeios na região. Mesmo depois da reunião, não há previsão para o progresso no plano de cessar-fogo.
Na Ásia, os americanos reconhecem o risco de a China atacar Taiwan até o fim de 2027. Segundo documentos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, os chineses já detêm vantagem no mar, na terra e no ar.
O governo de Xi Jinping concluiu nesta semana uma série de exercícios militares ao redor de Taiwan. Pequim simulou um cerco à ilha, com disparo de foguetes e uso de tropas da marinha, aeronáutica e exército.
Trump, no entanto, disse não estar preocupado com os treinamentos. Xi Jinping, por outro lado, deixou claro que a unificação da China é “imparável”.

