O presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos intervirão se o Irã matar manifestantes que protestam contra a crise econômica no país do Oriente Médio.
Alguns desses protestos terminaram em confronto com a polícia e resultaram em mortes.
“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, o que é de seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos carregados e prontos para agir”, escreveu ele no Truth Social nesta sexta-feira (2).
Além disso, o Departamento de Estado dos EUA afirmou, em uma publicação na quarta-feira (31), estar preocupado com relatos de que os manifestantes estavam sofrendo “intimidação, violência e prisões”. A agência americana pediu às autoridades para encerrarem a repressão.
As autoridades iranianas alertaram contra a intervenção dos EUA nos assuntos internos do país. Ali Larijani, chefe da segurança nacional do Irã, disse no X que a interferência americana provocaria “perturbação em toda a região e a destruição dos interesses americanos”.
Ali Shamkhani, um conselheiro próximo do Líder Supremo Ali Khamenei, declarou a segurança nacional do Irã como uma “linha vermelha”.
“Cada intervenção que se aproxime da segurança iraniana… será interrompida com uma resposta lamentável”, disse Shamkhani no X.
Presidente reconhece culpa do governo
O presidente iraniano, Masou Pezeshkian, reconheceu a culpa do governo em um evento com autoridades na quinta-feira (1°).
Ele também disse para que não tentem culpar os Estados Unidos por erros que teriam sido cometidos pelo governo.
“As pessoas estão insatisfeitas; a culpa é nossa. A culpa é sua. Não culpem os Estados Unidos; não culpem — sei lá — outra pessoa. Somos nós que devemos servir, e eles devem estar satisfeitos conosco”, comentou.
“Somos nós que devemos administrar nossos recursos adequadamente. Somos nós que devemos encontrar uma solução para o problema. Somos nós que devemos nos esforçar e encontrar soluções para esses problemas”, concluiu.

