Após a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL), a PF (Polícia Federal) determinou o retorno imediato dele ao cargo na corporação, sob risco de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” ocorrerem em caso de “ausência injustificada”.
Em ato declaratório publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (02), a PF ordena o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. Enquanto exercia seu mandato na Câmara dos Deputados, ele estava afastado das funções policiais.
Eduardo está nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados.
Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato do parlamentar, justificando a decisão pelo número suficiente de ausências não justificadas.
Segundo o deputado, ele teria ido ao país sensibilizar o presidente norte-americano Donald Trump sobre a situação do pai. Eduardo chegou a falar publicamente sobre a intenção de atuar para a Casa Branca aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que levou à condenação de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal).
Embora o filho do ex-presidente tenha solicitado licença do mandato — sob a alegação de ser um exilado político —, o seu período de afastamento expirou em junho. Desde então, ele passou a somar faltas às sessões.

