O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Junior, afirmou nesta sexta-feira (9), em entrevista coletiva no Super CT da Barra Funda, que não atua como representante de grupos políticos dentro do clube, apesar do cenário de forte polarização institucional.
“Eu não me coloco como uma pessoa da Coalizão. Eu, como presidente do Conselho, como cargo, não me coloco como uma pessoa política”, afirmou Olten ao comentar sua atuação à frente do processo que pode resultar no afastamento do presidente Julio Casares.
O dirigente também avaliou os efeitos da crise institucional sobre o clube e reconheceu impactos que vão além do ambiente interno.
“Essa repercussão é ruim para o São Paulo tanto do ponto de vista esportivo quanto do ponto de vista comercial”, disse.
O São Paulo vive um dos momentos políticos mais delicados de sua história recente, com reunião extraordinária do Conselho Deliberativo marcada para o dia 16 de janeiro, quando será votado o pedido de impeachment de Julio Casares.
A votação será presencial e secreta, conforme edital publicado nesta semana, e exige quórum elevado para aprovação.
Protesto na Copinha

O presidente do conselho também comentou um cartaz exibido durante jogo da Copinha que trazia a frase “Olten não seja covarde”.
Questionado sobre o episódio durante entrevista coletiva no Super CT da Barra Funda, Olten negou qualquer postura de omissão e afirmou que sua presença diante da imprensa reforça essa posição.
“Quem me conhece sabe que eu não sou covarde, tanto que estou aqui conversando com vocês. Pode ter certeza que fui aconselhado a não estar aqui”, afirmou.
Olten Ayres também disse que sempre respondeu aos questionamentos feitos ao longo do processo que envolve o Conselho Deliberativo do São Paulo.
“Nunca deixei de responder absolutamente nada que me foi questionado. E a esse torcedor eu garanto que não serei”, completou.
O São Paulo vive um momento de instabilidade institucional, com reunião extraordinária do Conselho marcada para o dia 16 de janeiro para votar o pedido de impeachment do presidente Julio Casares.

