Empresas petrolíferas deixaram claro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ainda estão avaliando seus planos para Venezuela, durante uma reunião com o líder americano e outros membros do governo nesta sexta-feira (9).
Os presidentes de algumas das maiores empresas do setor, incluindo ExxonMobil, Chevron e ConocoPhillips, disseram que querem garantias de segurança antes de se comprometerem com a exploração ou operações na Venezuela.
Os CEOs das petrolíferas não se comprometeram publicamente com um acordo com a Venezuela durante a reunião de sexta.
O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que a Venezuela é atualmente “inviável para investimentos”. O CEO da ConocoPhillips, Ryan Lance, não se comprometeu a operar no país. E um alto funcionário da Chevron utilizou o encontro para detalhar as operações atuais da empresa, ao invés de apresentar planos de expansão.
Quando questionado sobre quais garantias de segurança os EUA dariam às empresas, Trump disse aos executivos que forneceria “proteção” e que os Estados Unidos também trabalhariam com o governo venezuelano nessa questão.
Após a reunião, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse à imprensa que há um “interesse enorme” das petrolíferas em entrar no mercado venezuelano, mas não confirmou se algum acordo havia sido firmado no encontro desta sexta.
Wright afirmou que a Chevron, a única petrolífera a ainda operar na Venezuela, disse ao governo que vê um “potencial para aumentar sua produção em 50% nos próximos 18 a 24 meses”, mas não se comprometeu com verbas para realizar tal ação.
Mais cedo na reunião, Trump disse que as empresas petrolíferas investiriam “pelo menos US$ 100 bilhões de seus próprios recursos” para desenvolver a infraestrutura petrolífera da Venezuela. Esse valor foi recebido com ceticismo por fontes do setor.
Ainda no encontro, o presidente defendeu as operações de seu governo na Venezuela, afirmando que países como China e Rússia teriam assumido o controle da exploração de petróleo nos países se os EUA não tivessem feito isso primeiramente.
Trump também afirmou que vê a Venezuela e sua presidente interina, Delcy Rodríguez, como aliadas “por enquanto”. Ele disse que se reunirá em breve com representantes do país e que não “acredita” que uma segunda onda de ataques seja necessária.

