O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) faça a extração e a análise de todo o material apreendido na operação envolvendo o banco Master nesta quarta-feira.
A decisão foi tomada após manifestação do procurador-geral da República, que pediu a reconsideração de uma determinação anterior do relator. Inicialmente, Toffoli havia ordenado que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do STF.
Ao analisar o pedido, Toffoli destacou que o material probatório deve ser apreciado pelo titular da ação penal para a adequada formação da convicção do Ministério Público quanto à materialidade e autoria dos delitos investigados.
A PF realizou nesta quarta-feira a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes do banco. Um dos alvos foi o dono do banco, Daniel Vorcaro. Em novembro do ano passado, ele chegou a ser preso na primeira fase da operação, prestes a embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Nesta quarta-feira, seu cunhado, o empresário Fabiano Zettel, alvo da operação, chegou a ser detido quando estava em um aeroporto com destino também a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi liberado em seguida.
A Operação Compliance Zero tem como objetivo aprofundar apurações sobre supostas fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master. Vorcaro foi alvo novamente após a PF apontar suspeita de ‘novos ilícitos’ cometidos por ele.
Durante as diligências, os agentes recolheram carros e relógios de luxo, R$ 98 mil em dinheiro vivo, um revólver, além de dispositivos eletrônicos e documentos considerados relevantes para o avanço das investigações.

