O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou nesta quinta-feira sua pré-candidatura à Presidência na eleição de outubro, dizendo que não há volta atrás nesta decisão.
“Não vai ter outra possibilidade de candidatura. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta, não tem página virada”, disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro a jornalistas em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde foi visitar o pai, que está preso.
“Não tem nada que vá fazer isso mudar e eu vou continuar fazendo minha parte para buscar essa unidade com todo mundo”, acrescentou.
Flávio negou um racha no campo bolsonarista, em particular com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e disse trabalhar pela união do grupo em torno de seu nome. Ao mesmo tempo, disse respeitar “o tempo de cada um”.
O anúncio de que Bolsonaro escolheu Flávio, seu filho mais velho, para ser o candidato bolsonarista ao Palácio do Planalto provocou turbulências no mercado financeiro, que preferia a candidatura de Tarcísio por entender que o primogênito do ex-presidente tem menor capacidade de atrair o eleitorado de centro, facilitando assim uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja política econômica é alvo de críticas de agentes do mercado.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira mostrou Flávio bem à frente de Tarcísio no cenário de primeiro turno em que ambos aparecem como candidatos. No entanto, o desempenho dele é parecido com o do governador contra Lula nos cenários de primeiro turno em que apenas um deles aparece como candidato e nas simulações de segundo turno contra o petista.
O levantamento apontou que o petista tem vantagem de 9 pontos percentuais sobre Flávio e 12 pontos sobre Tarcísio nas simulações de primeiro turno em que apenas um dos dois oposicionistas é candidato. Nos cenários de segundo turno, Lula tem 5 pontos percentuais de frente sobre Tarcísio e aparece com 7 pontos percentuais a mais do que Flávio.
Bolsonaro, derrotado por Lula em 2022, está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília cumprindo pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também foi declarado inelegível até 2030 por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

