Vinte e uma pessoas foram presas, nesta quinta-feira (16), em uma ação da PCPB (Polícia Civil da Paraíba) contra uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas por delivery. Batizada de Operação Puçá, a iniciativa teve como objetivo desarticular o grupo que utilizava uma empresa de comercialização de camarão como fachada para a venda e entrega de entorpecentes. Os trabalhos foram realizados de forma simultânea na Paraíba, em Pernambuco e no Paraná.
Segundo a corporação, mais de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 24 mandados de prisão e cerca de 85 mandados de busca e apreensão. As prisões ocorreram em João Pessoa (8) e Campina Grande (10), na Paraíba; Afogados da Ingazeira (2) e Petrolina (1), em Pernambuco. Mandados judiciais também foram cumpridos no Paraná, mas o número de presos ainda não foi divulgado pela polícia.
As investigações indicam que o grupo mantinha uma estrutura organizada para o tráfico de drogas por delivery e chegou a movimentar cerca de R$ 15 milhões, valor que levou a Justiça a determinar o bloqueio de contas e ativos financeiros ligados aos investigados. Ainda de acordo com a PCPB, a organização utilizava contas bancárias em nome de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.
Segundo o delegado Victor Melo, da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), o grupo era chefiado por um homem de Campina Grande que já havia sido preso com cerca de meia tonelada de drogas. “Ele vinha comandando o tráfico de drogas de dentro do presídio, onde criou uma espécie de empresa de entrega de droga, autodenominada ‘Rei do Camarão’”, disse Melo.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos carros de luxo, motocicletas, smartphones, notebooks e outros materiais, que, segundo a Polícia Civil, serão analisados e devem subsidiar o aprofundamento das investigações. Os presos serão apresentados à Justiça em audiências de custódia nos próximos dias, e os inquéritos seguem em andamento.

