A Capital One adquiriu a Brex, startup brasileira em um negócio de US$ 5,51 bilhões. A empresa foi fundada em 2017 com foco inicial em cartões de crédito corporativos, mas logo expandiu suas operações para tecnologia de gerenciamento de despesas e pagamentos B2B (transações entre empresas).
Sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, a companhia pertence aos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras e opera atualmente em mais de 50 países. Após a conclusão da transação, Franceschi continuará a liderar a Brex como parte da Capital One.
O acordo para aquisição da Brex envolverá metade do pagamento em dinheiro e outra em ações, devendo ser concluída ainda neste ano, informou a Capital One.
“Desde a nossa fundação, buscamos construir uma empresa de pagamentos na vanguarda da revolução tecnológica”, disse Richard D. Fairbank, fundador, presidente do conselho e CEO da Capital One.
“A aquisição da Brex acelera essa jornada, especialmente no mercado de pagamentos corporativos”, acrescentou.
Quem são os fundadores da Brex?
Antes da Brex, Franceschi e Dubugras já haviam empreendido juntos. Em 2013, criaram a Pagar.me, fintech de pagamentos online voltada para pequenos negócios, vendida em 2016 para para a Stone.
O valor da transação não foi divulgado, mas foi o suficiente para que os jovens empreendedores pudessem estudar em Stanford.
Atualmente, Franceschi é o CEO da Brex, função que antes dividia com Dubugras. Desde 2024, Henrique passou a atuar apenas como presidente do conselho administrativo, decisão motivada pela necessidade de agilizar processos diante do crescimento da empresa.
No último ano, Franceschi se enquadrou na lista da Forbes dos como o único bilionário brasileiro que não é herdeiro.
“Juntos, vamos maximizar o potencial dos fundadores, combinando a expertise em pagamentos e o software de gestão de despesas da Brex com a escala massiva, a análise de crédito sofisticada e a marca forte da Capital One para acelerar o crescimento e aumentar a velocidade com que podemos oferecer melhores soluções financeiras para milhões de empresas na economia tradicional dos EUA”, disse Franceschi.

