O início do ano letivo traz consigo não apenas a volta às aulas para milhões de estudantes brasileiros, mas também uma preocupação financeira para as famílias: o gasto com material escolar, que em 2026 está pesando ainda mais no orçamento doméstico.
De acordo com um levantamento realizado pela XP, a cesta de material escolar ficou 5,32% mais cara em 2025, um aumento superior ao índice geral da inflação no período, que foi de 4,26%. Essa cesta considera itens como uniforme, livro didático, livro não didático, mensalidades e papelaria.
Quando analisado em um período mais longo, o cenário é ainda mais preocupante. Em relação a 2021, houve uma alta de 39,34% no custo total desses materiais, enquanto o IPCA (índice geral de inflação) avançou 33,13% no mesmo intervalo. Em termos práticos, uma cesta de materiais que custava R$ 1.000 em 2021 agora custa R$ 1.393,40.
Uniformes e livros lideram aumentos
Entre os itens que mais encareceram neste período destacam-se os livros não didáticos, com avanço superior a 6%, e os uniformes escolares, com alta acima de 7%. O uniforme tem se tornado um item particularmente pesado no orçamento familiar, especialmente considerando que crianças em fase de crescimento frequentemente precisam de mais de uma unidade ao longo do ano letivo.
Mensalidades com reajustes expressivos
As mensalidades escolares também apresentaram reajustes significativos, com aumento médio de 6,22% em 2025. Quando analisado por segmento, o ensino fundamental foi o que registrou a maior alta, com 8,21% de aumento. As creches e o ensino superior tiveram aumentos menos expressivos, em torno de 5%, enquanto o ensino médio e o ensino básico avançaram aproximadamente 7%.
Em uma perspectiva de cinco anos, somente o ensino fundamental ficou quase 50% mais caro (49%), confirmando a percepção dos pais sobre a dificuldade crescente em conciliar as despesas de início de ano com material escolar e mensalidades.

