Agentes federais que não agirem com profissionalismo serão “punidos, como qualquer outra agência federal”, disse Tom Homan, czar da fronteira da Casa Branca, ao destacar o ambiente desafiador em que os agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) e da CBP estão trabalhando em meio aos esforços de fiscalização da imigração em Minnesota.
“Temos padrões de conduta”, disse Homan.
“Esses homens e mulheres, que carregam esse distintivo e essa arma, são patriotas americanos. Eles arriscam suas vidas por esta nação todos os dias”, acrescentou. “Que Deus abençoe a todos eles.”
Entenda a onda de protestos em Minneapolis
Os protestos contra o ICE (Polícia Migratória dos EUA) na cidade de Minneapolis, no estado de Minnesota, começaram após Renee Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, ter sido morta a tiros.
Ela estava em seu veículo quando agentes do ICE realizavam operações de imigração. Ao ser confrontada por um dos agentes, Renee acelerou o carro e foi atingida por um tiro disparado por Jonathan Ross, que tem 10 anos de experiência como oficial de deportação.
A ação desencadeou revolta na população, que tomou as ruas em manifestações contra os agentes federais do ICE. Pouco tempo depois, mais dois casos inflamaram ainda mais as manifestações: um imigrante venezuelano foi baleado na perna e uma criança de cinco anos foi detida.
O último caso mais grave envolvendo agentes do ICE em Minneapolis foi o de Alex Pretti, um enfermeiro americano de 37 anos morto a tiros enquanto era imobilizado no chão.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Pretti estava armado, e os agentes atiraram em “legítima defesa”. O presidente Donald Trump lamentou o caso, mas afirmou que o enfermeiro não deveria estar com uma arma.
Tanto as mortes quanto as declarações de Trump e de outros integrantes do governo foram criticadas por autoridades de Minnesota. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que o aumento drástico no número de agentes federais de imigração na cidade não está tornando a região mais segura.
Após conversar com o presidente, Frey afirmou que o republicano concordou com a redução no número de agentes. Trump, por sua vez, pontuou que vai “desescalar” a situação na área.

