Os preços médios dos ovos atingiram os menores níveis para o mês de janeiro em seis anos, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os dados, até o dia 28 de janeiro, as médias mensais ficaram até 17% abaixo das registradas em dezembro de 2025 e até 27% inferiores às observadas no mesmo mês do ano anterior, considerando valores reais, corrigidos pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro de 2025.
Na região de Bastos (SP), uma das principais áreas produtoras do país, o preço médio do ovo branco tipo extra, comercializado a retirar na granja, foi de R$ 105,57 por caixa com 30 dúzias. Esse valor representa uma queda real de 12% em relação a dezembro de 2025 e de 24,8% na comparação interanual.
Já o ovo vermelho tipo extra, negociado na mesma região, teve cotação média de R$ 118,76 por caixa, recuo de 11% frente ao mês anterior e de 27,3% em relação a janeiro de 2025, também em termos reais.
Historicamente, janeiro costuma apresentar preços mais baixos no mercado de ovos. Isso ocorre, principalmente, devido à redução da demanda durante o período de férias escolares. Com o retorno das aulas, os preços tendem a se recuperar gradualmente e, em geral, alcançam níveis mais elevados durante a Quaresma, quando há aumento do consumo, especialmente por parte de pessoas que reduzem ou suspendem o consumo de carne nesse período.
Outro fator que contribui para a queda dos preços de ovos é a cotação do milho, utilizado para alimentar as galinhas poedeiras, aquelas que põem ovos na avicultura de postura. Segundo dados do próprio Cepea, há uma maior oferta dos grãos neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, além de uma menor demanda interna. Assim, na sexta-feira (23), o indicador do Cepea, baseado na região de Campinas (SP), apresentava a cotação de R$ 66,63 para a saca de 60 quilos, uma queda de 4,13% no acumulado de janeiro.

