O Grupo Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo neste domingo (1º), alega que a “crise reputacional” gerada pela tentativa de compra do Banco Master contribuiu para a deterioração da situação financeira da instituição.
Até a véspera da liquidação do Banco Master, a Fictor havia recebido aproximadamente R$ 3 bilhões em aportes por meio de seus sócios participantes. A partir desta data até o último dia 30, os pedidos de retirada de dinheiro alcançaram cerca de 71% deste montante. É o que alega a instituição.
Além disso, o grupo indica que, como reflexo da crise de credibilidade, enfrentou corte e revisão de uma série de contratos comerciais, o que levou à necessidade de liquidação de ativos descritos como “estratégicos” para a recomposição de seu caixa.
Neste período, fornecedores e stakeholders pediram esclarecimentos sobre a estrutura do Grupo Fictor, incluindo beneficiários finais, vínculos societários e informações detalhadas sobre a possível aquisição do Banco Master.
“Assim, os desdobramentos do caso Banco Master desencadearam um efeito em cadeia sobre a Fictor, marcado por perda de confiança, exposição negativa contínua, retração de parceiros, corrida por retiradas e o consequente impacto direto no fluxo de caixa operacional da empresa, exigindo ajustes emergenciais de liquidez e reestruturação operacional como um todo”, aponta.
A defesa da instituição e de Daniel Vorcaro informou que não vai comentar o pedido de recuperação judicial da Fictor.

