O mercado financeiro reduziu levemente a estimativa para a projeção do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 pela quarta vez no ano, de acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2).
Os especialistas consultados pelo Banco Central possuem uma expectativa para a inflação brasileira de 3,99% neste ano, ficando ligeiramente abaixo da projeção de 4% da última semana.
Para o próximo ano, a estimativa se mantêm em 3,80% ao final do e em 3,50% em 2028.
O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Em relação à expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto), a projeção foi mantida em 1,8%.
A taxa básica de juros Selic e o câmbio também permaneceram inalterados para este ano. O mercado espera que os juros no Brasil encerrem 2026 em 12,25%.
Na última quarta-feira (28), os diretores do Banco Central sinalizaram uma expectativa para que a taxa de juros deve começar a cair no próximo mês, caso a realidade não fuja das previsões.
Ainda assim, o Copom (Comitê de Política Monetária) buscou reforçar cautela quanto ao corte de juros, por vias explícitas e outras menos, deixando claro que fatores como cenário externo, desancoragem das expectativas, resiliência da inflação de serviços e a política fiscal seguem mantendo a atenção da instituição.
Para 2027, a Selic deve ficar em 10,5% conforme a projeção do boletim Focus, Já em 2028, a taxa deve cair para 10%.
Enquanto isso, o crescimento interno, o PIB, deve se manter em 1,8% em 2027 e crescer para 2% em 2028.

