O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que a relação econômica entre Brasil e Rússia, embora relevante, ainda está aquém do potencial e defendeu a ampliação dos investimentos russos no país.
As declarações, ao lado do primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, foram feitas durante a 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação, realizada em Brasília nesta quinta-feira (5).
Segundo Alckmin, aportes russos seriam bem-vindos especialmente nas áreas de química, fertilizantes, energia e infraestrutura.
“Da mesma forma, há espaço para maior presença de empresas brasileiras no mercado russo, em áreas como alimentos processados, máquinas, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais”, afirmou o vice-presidente.
A comissão realizada em Brasília é o principal mecanismo institucional de diálogo político entre os dois países.
No contexto diplomático, esse tipo de fórum serve para coordenar agendas, alinhar interesses e destravar acordos em áreas consideradas prioritárias, funcionando como um canal direto entre os governos em nível ministerial, sem envolver diretamente os presidentes.
Criada em 1997, a comissão não se reúne desde 2015, quando o então vice-presidente da República, Michel Temer, e o então vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, se encontraram em Moscou.
À época, o lado brasileiro teve como foco a atração de investimentos russos em infraestrutura, enquanto a Rússia buscava ampliar as vendas de produtos de defesa ao Brasil.
O premiê russo também terá um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da agenda governamental, Alckmin e Mishustin farão a abertura do Fórum Empresarial Brasil-Rússia, que reunirá empresários dos dois países com o objetivo de ampliar investimentos e parcerias comerciais.
Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Rússia somou US$ 10,9 bilhões. As exportações brasileiras totalizaram US$ 1,5 bilhão, enquanto as importações de produtos russos alcançaram US$ 9,4 bilhões.

