A Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham) comemora, neste mês de fevereiro, quatro décadas de atividades do Programa de Residência Médica em Dermatologia, uma trajetória que já formou 59 especialistas, contribuindo diretamente para a saúde da população do Amazonas. O programa foi implantado em 1986, resultado de uma parceria entre a Instituição e a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Amazonas (SBD/AM).
Uma comemoração reforçada pela notícia de que o programa de residência teve seu credenciamento renovado até o ano de 2031, junto à Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação. “Isso tem um significado enorme. Porque são tantos documentos, são tantas exigências que a gente fica preocupado em não preencher tantos requisitos. Mas no final, e gente conseguiu e só temos a comemorar”, afirmou o diretor-presidente da Fuham, Carlos Chirano.

Representante da SBD no Amazonas, a médica dermatologista Mônica Santos ressalta que a residência médica da Fuham é a mais antiga do Amazonas. E que, apesar dos preceptores não terem remuneração, o retorno é compensador. ““É um serviço de excelência, nacional e internacional, reconhecido por todos os pares. Por pacientes também. A residência médica não dá uma compensação financeira, a compensação vem de outros tipos de compensação como você ver um aluno se formar”, disse a dermatologista.
O programa é coordenado atualmente pela dermatologista Adriana Raposo, que enfatiza as dificuldades de uma residência médica. “São 60 horas semanais e 2.800 horas por ano obrigatórias. Uma carga horária muito pesada a cumprir, a maior parte de prática. Isso gera uma dose muito grande de dedicação. É toda hora, alguém chamando o residente. São três anos na luta, mas quando a gente fecha os olhos, passa o tempo e é hora de fechar o ciclo e seguir”, explicou Adriana Raposo.
Nova especialista
Na terça-feira (10/02), a Fuham realizou a formatura de mais uma dermatologista. A médica, agora especialista em dermatologia, Beatriz Cardoso, concluiu os três anos de residência. Ao contrário de turmas anteriores, este ano, apenas uma aluna concluiu o período pois o outro médico inscrito pediu transferência para outra cidade.
“Sou extremamente grata a essa instituição, por toda o conhecimento e preparação que me trouxe. Onde me ensinaram muito mais do que conhecimento técnico, mas que me mostraram uma dermatologia empática, ética, e se ao final desse ciclo eu me tornei uma boa profissional é porque tive exemplos maravilhosos”, afirmou Beatriz em seu discurso de formanda.
Ingresso
O ingresso ocorre através de concurso divulgado em edital pela Comissão Estadual de Residência Médica (Cermam). O concurso inicia com uma prova teórica (1ª fase), seguida da avaliação de currículo (2ª fase) e entrevista para os classificados na 1ª fase. Anualmente são oferecidas três vagas para R1. Para concluir o Programa é obrigatória a publicação de trabalho científico. Informações podem ser obtidas no site www.fuham.am.gov.br , na seção Ensino e Pesquisa.

