A CBF anunciou que terminou a 1ª fase de testes da tecnologia do impedimento semiautomático no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.
O processo foi realizado durante a partida entre Fluminense e Botafogo, no dia 12 de fevereiro, pela 3ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A instituição conta com a empresa Genius Sports para implementar a funcionalidade.
O equipamento segue em fase de instalação nos demais estádios que receberão jogos do Brasileirão. Nesse contexto, o Maracanã passará por mais uma rodada de testes do sistema.
Ao todo, serão 27 estádios que contarão com a tecnologia. Dessa forma, Não há previsão para o funcionamento do impedimento semiautomático no Brasileirão.
Durante a fase de testes, a consulta às imagens geradas pelo equipamento ainda não está disponível para o trio de arbitragem.
Tecnologia analisa lances e confirma decisões do árbitro de campo
Segundo a entidade máxima do futebol brasileiro, a tecnologia confirmou as decisões tomadas pela equipe de arbitragem no jogo.
Em um dos registros, no ataque do Fluminense, o atleta Renê aparece com o pé direito à frente de Alex Telles, defensor botafoguense, cuja posição demarca a linha de impedimento.
A CBF ainda destacou que, em uma outra imagem, o meia argentino Luciano Acosta, do Flu, aparece em condição legal, com o zagueiro Alexandre Barboza, do Botafogo, dando condição para o lance.
Em ambos os casos revisados pela tecnologia a decisão do árbitro Rafael Klein teria sido referendada pela tecnologia.
Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho da Arbitragem da CBF, avalicou como positivo o resultado dos primeiros testes foi muito positivo e oferece excelentes perspectivas para a utilização oficial do SAOT.
“O uso da tecnologia é voltado para otimizar a decisão do árbitro em campo, oferecendo ferramentas para que ele tome a melhor decisão. Isto realmente vai tornar muito mais transparente o jogo, expondo para o torcedor, para o dirigente, as decisões com bastante clareza por meio de imagens”, disse.

