Centenas de pessoas morreram ou ficaram feridas após bombardeios israelenses no Líbano nesta quarta-feira (8), segundo o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine.
Os ataques atingiram diferentes áreas de Beirute, incluindo uma região próxima ao calçadão à beira-mar. Imagens mostram prédios danificados e fumaça intensa, enquanto ambulâncias circulam continuamente pela cidade.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, mais de 1.500 pessoas já morreram e cerca de 4.800 ficaram feridas desde o início do conflito, números divulgados antes da ofensiva mais recente.
O Exército de Israel classificou a ação como a maior operação coordenada no país até agora. Segundo os militares, mais de 100 alvos ligados ao Hezbollah foram atingidos em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do território.
Em comunicado, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que centenas de integrantes do grupo apoiado pelo Irã foram atingidos. Ele descreveu a ofensiva como o maior golpe contra a organização desde setembro de 2024, quando uma ação israelense provocou a explosão de milhares de dispositivos usados por seus membros.
Katz também disse que o governo tenta separar o confronto com o Irã dos combates em território libanês, com o objetivo de reduzir ameaças no norte de Israel.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçou que o Líbano não está incluído no cessar-fogo de duas semanas mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Irã.
O ministro ainda afirmou que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, “terá sua vez”, após a morte de seu antecessor, Hassan Nasrallah, em uma operação israelense no ano passado.

