Em 2025, os sete Centros Estaduais de Convivência da Família (CECFs) e do Idoso (Ceci), mantidos pelo Governo do Amazonas, sob administração da Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas), realizaram 1.486.380 de atendimentos. Esse resultado excede em 297,28% a meta estabelecida para o ano, que era realizar 500 mil atendimentos, demonstrando a eficácia das estratégias implementadas e o comprometimento coletivo com a ampliação do suporte socioassistencial.
As unidades sociais do Governo do Amazonas reafirmaram seu compromisso no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, oferecendo acolhimento e acesso a serviços essenciais para pessoas em vulnerabilidade e risco social, com o foco nas crianças, mulheres e idosos. E se mostram, cada vez mais, como uma política pública de sucesso para as famílias. Entre janeiro e dezembro de 2025 foi registrado um total de 139.864 pessoas frequentando as unidades, conforme levantamento da Seas. As atividades contemplam esporte, lazer, saúde, cultura, educação e geração de renda, promovendo a inclusão social e a qualidade de vida para todas as faixas etárias.
A secretária da Seas, Kely Patrícia, destacou a importância das unidades sociais no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários para a sociedade amazonense, principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade. As unidades atuam como polos de apoio, cuidado e desenvolvimento, proporcionando bem-estar e melhorando a qualidade de vida da população atendida.
“Os Centros de Convivência desempenham um importante papel para o fortalecimento de vínculos e, ainda, possibilitam às pessoas em situação de vulnerabilidade o acesso a serviços de esporte, educação, cidadania, lazer, cultura e saúde do Governo do Amazonas”, sintetizou a secretária.
Situados em várias zonas de Manaus, o leque de atividades inclui também campanhas sobre saúde, educação, cidadania; palestras e rodas de conversa com temas variados; cursos de qualificação, alfabetização; apresentações artísticas, dança, oficinas com vários temas, bazares; torneios de futebol, gincanas, passeios culturais e turísticos. Além disso, participam de caminhadas, atividades de esporte e lazer.
Histórias de Vida
Os Centros de Convivência da Família e do Idoso (Ceci) são janelas de oportunidades para os frequentadores das comunidades onde estão inseridos, oferecendo acolhida, convivência, aceitação, bem-estar, oportunidades, novas amizades e uma série de benefícios.
Há mais de três anos, o Centro de Convivência 31 de Março passou a fazer parte da rotina da professora Mirian Rocha, de 39 anos. Ela iniciou levando o pai para o atendimento psicológico; depois foi a vez da mãe fazer sessões de fisioterapia, após processo cirúrgico no joelho. Em 2025 foi a vez de acompanhar a sobrinha Alana Viana, de 8 anos, que tem diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), nas aulas de ballet.
“O ano de 2025 foi desafiador, a Alana vinha tendo problemas na escola e ao saber que iria abrir turma de ballet na parte da tarde, matriculei. Desde então, melhorou, tanto o rendimento escolar, como o comportamento na escola, inclusive o relacionamento com os demais colegas. Isso tudo, graças às aulas de ballet. Só tenho a agradecer”, declara a professora.
Raiane dos Santos, de 34 anos, que tem três filhas, de 12 e 3 anos e de 1 mês, também está tendo uma relação saudável com o Centro de Convivência, há 5 anos. Mas, 2025 foi um ano diferente: engravidou novamente, após sete anos, sendo uma gravidez espetacular, graças aos exercícios orientados recebidos pelos profissionais de educação física.
“Tive um parto maravilhoso, a Liz Eloá Almeida Montenegro nasceu saudável, vigorosa e bem-disposta”, disse, informando que ao descobrir que estava grávida continuou fazendo as aulas de funcional, até ao oitavo mês. “Os exercícios foram excelentes, tive um parto normal, bem melhor em relação aos anteriores”, disse, ressaltando que o espaço lhe proporciona exercícios físicos, ballet para as filhas e uma convivência respeitosa.
A dor da viuvez, de um casamento de 44 anos, levou Antonio de Oliveira Rufino, de 71 anos, pai de uma filha adulta, a participar das atividades do Ceci, onde realizou atividades esportivas e de lazer, participou de palestras, por três anos. Em 2025, o idoso fez atividades no 31 de Março, onde faz aulas de memória e participa de pilates.
“Ao perder minha esposa fiquei deprimido e um amigo me convidou para conhecer o Ceci, fui muito feliz lá. Hoje estou tendo uma nova experiência, no 31 de Março, onde também fui muito bem acolhido, me proporcionando um ano criativo, com oportunidades, novas amizades; eles sabem cativar e amparar quem está com dificuldades”, garante o idoso.
Proteção social
De acordo com a coordenadora dos sete Centros Estaduais de Convivência, Rita Abecassis, todas as unidades sociais foram criadas para oferecer às famílias uma política de Proteção Social Básica, visando a convivência e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
“Em todas as ações, os centros buscam valorizar a família como um todo, da criança ao idoso, passando pelos jovens, adolescentes, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas da comunidade, considerando os direitos à proteção social pública de seguridade social e a defesa da cidadania”, sintetiza.
Todo esse trabalho realizado nos Centros Estaduais de Convivência, sob a administração da Seas, conta com uma gestão compartilhada e intersetorial com outros órgãos como a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), a Secretaria de Estado de Cultura e Econômia Criativa (Sec) e a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI).

