A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) garantiu a aprovação. em 2025, de 12 projetos estratégicos junto ao Governo Federal, assegurando R$ 68,2 milhões em investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a capital e 13 municípios do interior do Amazonas. As propostas contemplam ações nas áreas de saneamento básico, obras de contenção de encostas e recuperação ambiental, que devem iniciar este ano, fortalecendo a infraestrutura urbana.
O secretário da Sedurb e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, destacou que a aprovação dos projetos no Novo PAC reforça a capacidade técnica da secretaria e o compromisso do Governo do Amazonas com investimentos em projetos estruturantes. “Estamos garantindo recursos que ampliam o acesso à água de qualidade, fortalecem o saneamento básico e reduzem riscos ambientais. Nosso foco é promover o desenvolvimento urbano sustentável nos municípios”, disse.
Entre os projetos aprovados, está a implantação e melhoria do sistema de manejo de resíduos sólidos no município de Iranduba. O investimento total é de R$ 4,1 milhões, sendo R$ 3,9 milhões provenientes de recursos federais e R$ 177,5 mil de contrapartida estadual. A iniciativa prevê a elaboração do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), voltado ao tratamento dos rejeitos existentes e à recuperação ambiental da área, contribuindo para melhores condições sanitárias e ambientais.
A gerente do Núcleo de Captação de Recursos da Sedurb, Angélica Feitoza, responsável pelo cadastramento das propostas na plataforma Transferegov, do Governo Federal, destacou que os projetos foram elaborados com rigor técnico e em conformidade com as diretrizes federais, o que resultou na aprovação das iniciativas.
“São propostas que atendem demandas históricas dos municípios. A captação desses recursos viabiliza a implementação de políticas públicas estruturantes, com impacto direto no desenvolvimento urbano e na melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.
Ampliação do Projeto Água Boa


Outro destaque é a ampliação do Projeto Água Boa, executado por meio da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), órgão da Sedurb. O projeto levará sistemas simplificados de coleta e tratamento de água a comunidades rurais de mais 12 municípios do interior. As cidades beneficiadas serão Anamã, Careiro da Várzea, Manaus, Maraã, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Carauari, Tapauá, São Paulo de Olivença, Nhamundá, Parintins e Tabatinga.
Os investimentos ultrapassam R$ 4,9 milhões em recursos federais, garantindo acesso à água de qualidade para a população da zona rural, que enfrenta dificuldades no abastecimento, especialmente durante o período de estiagem. Desde 2019, já foram implantados 50 sistemas do Projeto Água Boa em 44 comunidades, em 15 municípios do interior.
Na área de saneamento urbano, a Sedurb também assegurou recursos do novo PAC para a revitalização do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) da sede de Benjamin Constant, com investimento de R$ 44,7 milhões. O projeto beneficiará diretamente mais de 22 mil pessoas, incluindo escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais.
Já em Atalaia do Norte, serão investidos R$ 1,5 milhão na ampliação e melhoria do SAA, sendo R$ 956,1 mil provenientes de recursos federais e mais de R$ 570 mil de contrapartida estadual.
Obras de Drenagem e Contenção de Encostas
Os investimentos captados pela Sedurb também contemplam a elaboração de estudos e projetos de macro e microdrenagem em igarapés. Municípios como Coari, Lábrea, Tefé e a capital serão beneficiados com recursos que somam mais de R$ 8,7 milhões. Os investimentos viabilizarão a execução de obras, cujo objetivo é reduzir a vulnerabilidade social, por meio da mitigação de inundações recorrentes, além de promover segurança e melhoria da qualidade de vida da população.
Além disso, também foram garantidos recursos para obras de contenção de encostas no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus, com investimento de R$ 4 milhões. A ação tem como objetivo prevenir deslizamentos, proteger moradias e aumentar a resiliência urbana em decorrência de eventos climáticos extremos.

