O Governo do Amazonas iniciou, nesta quarta-feira (05/02), o 6° Workshop de Avaliação da Operação Tamoiotatá. Servidores das forças ambientais e de segurança pública do Governo do Amazonas, além de instituições federais, se reuniram para discutir melhorias para a força-tarefa, que atua no combate ao desmatamento e queimadas no estado.
O encontro segue até esta quinta-feira (06/02), no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O objetivo é avaliar os resultados obtidos na operação de 2025 e estruturar novas frentes de trabalho contra crimes ambientais, em especial, no sul do Amazonas, para a atuação em 2026.
“Esse momento agora é de projetar como a gente vai continuar as operações em campo, com a integração de agências, das diversas secretarias, para que a gente possa manter esses resultados e também ampliar, em especial, as ofertas das atividades da bioeconomia, enquanto a gente combate o desmatamento”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.


Ao longo do dia, os órgãos que compõem a força-tarefa realizaram diferentes painéis. É um espaço de troca e, também, de definição das estratégias e soluções que vão conduzir a atuação do Governo do Amazonas em campo, para uma ação de combate mais efetiva em 2026.
“O workshop é aquele momento que a gente tem para trazer os órgãos, principalmente aqueles agentes que estiveram em campo, de forma que a gente possa, além de apresentar os resultados daquilo que foi feito, trazer autoridades e instituições que tenham conhecimento para orientar sobre os principais procedimentos que são realizados”, disse o chefe do Departamento de Planejamento Integrado da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança (Seagi), tenente-coronel Talisson Botelho.
Operação integrada
A Tamoiotatá é a maior força-tarefa integrada já realizada pelo Governo do Amazonas na repressão de crimes ambientais. Desde 2021, a ação integra as forças ambientais e de segurança pública num esforço contínuo de ampliar a presença estadual nas áreas críticas para o desmatamento e as queimadas, com foco especial no Sul do estado.
As operações em campo de todos os órgãos enfrentam dificuldades diversas, onde se fazem necessárias adaptações para manter o trabalho em efetividade. De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, esta efetividade nas entregas conta, tanto com o avanço tecnológico e de pesquisa, quanto com o trabalho integrado dos órgãos estaduais.


“Ano passado, nós instalamos Starlinks nos carros, onde nós conseguimos uma conectividade em tempo real. Os relatórios são enviados diariamente, onde dá para se calcular a rota, o planejamento, dá para a gente ter esse contato direto com o Ipaam, com o Censipam, com os órgãos de controle para saber e planejar a nossa próxima rota conforme os focos de calor e de queimada”, explicou.
O workshop representa um momento estratégico para aprimorar os métodos de atuação integrada e alinhar o planejamento das ações de fiscalização ambiental, com base em dados técnicos, inteligência e cooperação interinstitucional. É o que explica o coordenador da Operação Amazonas Mais Verde e Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Cristiano Ferreira.
“Nesse contexto, nesse workshop nós podemos avaliar experiências acontecidas nos anos anteriores e dessa maneira nós podemos realinhar procedimentos, condutas entre as instituições, de maneira que possamos ser mais efetivos na busca do bem comum e no apoio à sociedade”, completou.
Recursos
A Operação Tamoiotatá conta com recursos do Programa Floresta em Pé, que tem o objetivo de investir em ações estratégicas nos eixos de redução do desmatamento e fomento à bioeconomia. A iniciativa é fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento, com implementação da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Ao todo, mais de R$33 milhões estão sendo investidos em ações de comando e controle. Outros R$38 milhões devem apoiar ações de bioeconomia e governança ambiental.

