Autor: Nelson Azevedo
Nelson é economista, empresário e presidente do Sindicato da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e de Materiais Elétricos de Manaus, conselheiro do CIEAM, vice-presidente da FIEAM e diretor da CNI.
O pacto federativo brasileiro não é uma abstração jurídica nem um enfeite constitucional. Ele é, na essência, um acordo de sobrevivência nacional, firmado para permitir que realidades profundamente desiguais convivam sob o mesmo Estado, com equilíbrio, coesão e justiça. A luta pelos direitos constitucionais É nesse ponto que se mede a grandeza — ou a omissão — de um governo estadual. Um governo não se avalia apenas por obras, indicadores ou discursos, mas pela sua disposição permanente de lutar, dia e noite, para assegurar que os direitos constitucionais do seu povo não sejam corroídos por decisões administrativas, interpretações fiscais estreitas…
Há três palavras que ajudam a “ler” 2026 sem ansiedade e sem ingenuidade: inflação, juros e atividade. Elas formam um tripé simples, mas poderoso, porque traduzem o que realmente mexe com o humor do emprego — e, principalmente, com a decisão de contratar. Em 2025, o Brasil fechou com inflação de 4,26% (IPCA), dentro do intervalo da meta. Isso não é um detalhe técnico: é um sinal de que a economia preservou uma espécie de “piso de previsibilidade”, condição mínima para qualquer ambiente de contratações. Do lado do mercado de trabalho, os números também mostraram vigor: a taxa de desocupação…
Há políticas públicas que se explicam por planilhas. E há aquelas que se explicam pelo mapa. A Zona Franca de Manaus pertence, antes de tudo, à segunda categoria. Qualquer pessoa que conheça minimamente a Amazônia Ocidental — não em fotografia, mas em logística; não em discurso, mas em cadeia de suprimentos — sabe que produzir riqueza e oportunidade aqui exige vencer um conjunto de obstáculos que o “Brasil continental” raramente precisa enfrentar: distâncias reais, sazonalidades, gargalos de transporte, alto custo de energia e de conectividade, limitações de infraestrutura e um permanente teste de competitividade. Ainda assim, a Zona Franca segue…
Tenho repetido, há muitos anos, uma equação simples que resume o desafio da Amazônia: floresta em pé e pessoas em movimento. Não é slogan de campanha. É síntese de projeto de país. A floresta só permanece em pé se as pessoas tiverem, ao seu redor, uma economia legal que ofereça trabalho, renda, conhecimento e dignidade. E as pessoas só se põem em movimento se houver oportunidades concretas, não apenas discursos. O propósito é repartir oportunidades A Zona Franca de Manaus foi concebida exatamente nesse espírito. Quando a Constituição do Brasil autorizou contrapartidas fiscais especiais para a nossa região, não o…
O Brasil acaba de entrar em um novo ciclo institucional com a reforma tributária.Mais do que uma atualização técnica, ela representa uma refundação da relação entre Estado, empresas e sociedade, baseada em três pilares: simplicidade, neutralidade e transparência. Esses princípios, ao eliminarem distorções históricas e o cipoal de regras estaduais, criam um ambiente tributário capaz de recolocar o país — e a Zona Franca de Manaus — no radar dos grandes fluxos de investimento global. A simplificação como passaporte para a integração A simplificação tributária é, na prática, um instrumento de competitividade internacional.A desoneração plena da produção e a devolução…
Enquanto as comoditties conseguem novos mercados para fugir dos sobressaltos no mercado global, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstra que é mais rentável recuperar florestas do que derrubar Mata Atlântica para fazer pasto. O dado é mais que simbólico: ele confirma, pela matemática e pela economia, que a floresta é o ativo mais lucrativo do século XXI. E quem entende disso há décadas é o Amazonas, cuja Zona Franca representa o maior programa contínuo de conservação florestal do planeta, sustentado por emprego, arrecadação e inovação industrial. O crédito de carbono como nova fronteira produtiva A legalização…
Esta afirmação é mais do que uma metáfora de unidade — é um chamado histórico, uma convocação cívica e produtiva para os que acreditam na Amazônia como espaço de trabalho, de inovação e de futuro. Hoje, quando o Brasil e o mundo buscam novos caminhos para a transição energética, a sustentabilidade e a reindustrialização, a Zona Franca de Manaus emerge como ativo estratégico e como referência de economia legal, verde e inovadora. O Polo Industrial de Manaus é bem mais do que um arranjo produtivo: é a espinha dorsal de empregos, tributos e oportunidades que sustentam milhões de famílias. Lições…
Conciso, mas simbólico, este é o resumo que descreve a última reunião do CODAM, o Conselho do Desenvolvimento do Amazonas. E não é somente porque reflete boas notícias e renovados propósitos, mas sobretudo porque sinaliza a chegada de um Novo Tempo. Os dados da economia e investimentos, os novos conselheiros, a interiorização e a energia da solidariedade criativa são alguns dos itens que prenunciam a mudança. Se o presente já é benigno, o futuro será grandioso Alguns indicadores embasam esta afirmação a começar pela Aprovação de Projetos. Na 315ª reunião ordinária do CODAM, realizada em 21 de agosto de 2025,…
A Semana do Economista deste ano, celebrada pela Assembleia Legislativa do Amazonas, acontece em um momento decisivo. O Brasil se prepara para sediar a COP 30, em novembro, em Belém, e os olhos do mundo voltarão-se para a Amazônia. Nesse cenário, o Amazonas tem diante de si uma responsabilidade histórica: demonstrar que é capaz de conciliar desenvolvimento econômico, justiça social e proteção da floresta. O Amazonas não pode errar. E o risco de reputação é real. O último levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostrou que o estado, até então referência na preservação da floresta em pé, cedeu…
O mundo se agita em reorganização econômica e tecnológica e nos impoe desafios e oportunidades. O mundo que produz está em plena reorganização econômica e tecnológica, e a Amazônia volta ao centro das atenções como território estratégico. A hora é agora para darmos um salto de qualidade no nosso perfil industrial, diversificando e adensando o Polo Industrial de Manaus (PIM) para atender a novas demandas e conquistar mercados mais sofisticados. A Lição da Pandemia A crise da COVID-19 revelou algo que muitos desconheciam: a surpreendente capacidade instalada da indústria manauara. Adaptamos linhas de produção, mobilizamos equipes, entregamos soluções em tempo…
