A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), o piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, suspeito de integrar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável.
A detenção ocorreu dentro de uma aeronave da companhia Latam no Aeroporto de Congonhas, pouco antes da decolagem. A ação faz parte da Operação “Apertem os Cintos”, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP.
Esquema envolvia pagamentos a familiares
Segundo as investigações, o piloto mantinha o esquema criminoso há pelo menos oito anos.
Ele utilizava documentos falsos para frequentar motéis com menores de idade e realizava pagamentos via Pix, em valores que variavam de R$ 50 a R$ 100, para ter acesso às vítimas e a materiais de pornografia infantil.
Em um dos casos relatados pela polícia, o suspeito teria pago o aluguel de uma família em troca de imagens de abuso.
Além do piloto, foram presas outras duas mulheres. Entre elas, uma avó de 55 anos, suspeita de “vender” o acesso a três netas, atualmente com 10, 12 e 18 anos, e a mãe de outra vítima, que enviava vídeos da própria filha ao aeronauta.
Investigação e identificação de vítimas
O inquérito policial iniciou em outubro de 2025. Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos dez vítimas, mas estima que o número possa ser maior, incluindo crianças em outros estados.
A investigação aponta para a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções e habitualidade, na prática dos crimes de aliciamento, produção e compartilhamento de material pornográfico.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Guararema, onde o piloto possui residência. Celulares apreendidos passarão por perícia para identificar outros possíveis envolvidos na rede de compartilhamento de conteúdo.
Posicionamento da Latam
Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que está ciente da prisão de um de seus tripulantes e que abriu uma apuração interna sobre o caso.
A companhia afirmou que colabora com as autoridades e que o voo em que o piloto foi detido operou normalmente após o ocorrido.
A defesa de Sérgio Antonio Lopes não foi sido localizada até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

