O Teatro Amazonas recebe neste sábado (21/03), às 20h, o espetáculo Uma Noite Dançante – III Edição, da Companhia Fragmento de Rua. A apresentação reúne três obras de dança contemporânea – RUÍNA, RUA e TRANSFIGURAÇÃO – em uma proposta artística que conecta o público a reflexões sobre temas urgentes da atualidade. A entrada é gratuita.
O espetáculo reforça o acesso democrático à cultura e promete uma noite marcada por intensidade, expressão e conexão com a dança amazônica.
Com direção de Rosilene Rosa Coutinho (Rosi Rosa) e Vanderlan Soares dos Santos, o evento propõe um encontro entre diferentes poéticas da dança, explorando o corpo como linguagem expressiva e sensível para discutir questões como meio ambiente, identidade e relações urbanas.

A iniciativa conta com realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, reforçando o incentivo à produção artística local e à ocupação dos espaços culturais da cidade.
Três obras, múltiplas reflexões
A primeira obra da noite, Ruína, transforma o palco em um território de denúncia e sensibilidade ao abordar o desmatamento e seus impactos. A coreografia evidencia a fragilidade da floresta e a urgência de sua preservação, evocando a Amazônia como espaço de vida, conflito e resistência.
Já Rua mergulha no cotidiano urbano para investigar a invisibilidade social. Em cena, gestos repetitivos e movimentos sutis revelam a rotina impessoal das cidades, onde corpos se cruzam sem se reconhecer, refletindo o isolamento e o vazio emocional presentes na vida contemporânea.
Encerrando a programação, Transfiguração propõe uma reflexão sobre os processos de transformação do corpo e da identidade. A obra questiona padrões sociais e apresenta um corpo em constante mutação, afirmando a liberdade e a diversidade como potências criativas.
Dança como linguagem do presente
Ao reunir as três criações, Uma Noite Dançante – III Edição evidencia a trajetória da Companhia Fragmento de Rua e seu compromisso com uma produção artística que articula estética, crítica e sensibilidade.
A apresentação convida o público a vivenciar uma experiência sensorial que atravessa o corpo e o tempo presente, transformando o palco em um espaço de reflexão sobre a sociedade contemporânea.

