O Brasil abriu 1,28 milhão vagas formais de trabalho em 2025, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
O número é fruto de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de demissões.
Os dados representam uma queda de 30% em relação a 2024, quando foram criados cerca de 1,67 milhão empregos com carteira assinada. O resultado é o pior para um ano consolidado desde 2020, ano da pandemia, quando o ano fechou com um saldo negativo de 189 mil.
Em dezembro, foi registrado saldo negativo de 618 mil.
Tradicionalmente, o Caged fecha dezembro com saldo negativo por fatores sazonais. O principal deles é o fim dos contratos temporários abertos no comércio e nos serviços para o fim de ano. Além disso, empresas costumam ajustar custos e encerrar e projetos no fechamento do ano.
Nos últimos meses, o mercado de trabalho vem dando sinais claros de desaquecimento. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os resultados sucessivos refletem o impacto da taxa básica de juros elevada, atualmente em 15% ao ano.
Dos postos de trabalho criados, 78,4% são considerados típicos e 21,6% não típicos.
Todos os cinco principais grupos de trabalho registraram saldo positivo em 2025.
A fila foi puxada com folga por serviços, com 758,8 mil postos criados, seguido por comércio (247,1 mil), indústria (144,3 mil), construção (87,8 mil) e agropecuária (41,8 mil).
Todas as 27 unidades da federação registraram um saldo positivo em 2025, com destaque para São Paulo (311 mil), Rio de Janeiro (100,9 mil) e Bahia (94 mil).

