O Brasil registrou 9,25 milhões de bovinos confinados em 2025, avanço de 16% em relação ao ano anterior. Os animais estão distribuídos em 2.445 propriedades, presentes em 1.095 municípios, cenário que reforça o avanço da intensificação produtiva como estratégia para ampliar eficiência e previsibilidade na pecuária, segundo dados do Censo de Confinamento 2025 divulgados nesta terça-feira (10) pela dsm-firmenich.
O levantamento também apontou que, desde 2015, o confinamento cresceu de forma consistente, acompanhando a profissionalização da atividade e a maior adoção de tecnologias nutricionais e de gestão.
Os dados mostram que o estado de Mato Grosso continua na liderança nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior. Na sequência aparece São Paulo, com 1,4 milhão de animais, mantendo trajetória de expansão de 7,7% no comparativo anual, seguido por Goiás, que também alcançou 1,4 milhão de cabeças, com avanço de 13,6%.
O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 0,9 milhão de bovinos confinados, crescimento de 17,8%, enquanto Minas Gerais fecha o ranking dos cinco principais estados, com 0,8 milhão de animais, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.
Na visão de Túlio Ramalho, diretor da Unidade Operativa de Ruminantes da dsm-firmenich para Brasil, Paraguai e Uruguai, o levantamento também reforça o papel da indústria. “O crescimento do confinamento exige soluções cada vez mais precisas, confiáveis e sustentáveis. Nosso compromisso é seguir ao lado do produtor, oferecendo tecnologias que transformem informação em resultado no campo”.
Segundo o gerente de Confinamento da dsm-firmenich, Walter Patrizi, que o Censo de Confinamento é uma ferramenta estratégica para entender a dinâmica do setor, identificar tendências e apoiar decisões mais assertivas. “os dados refletem o amadurecimento da pecuária brasileira e a crescente adoção de práticas que combinam produtividade, gestão e sustentabilidade”, destacou.

