Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desempregadas no trimestre encerrado em janeiro — o menor para o período da série histórica —, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (5).
A taxa de desocupação foi de 5,4%, praticamente estável em comparação ao trimestre entre agosto e outubro de 2025, período usado para comparação. No cenário anual, a queda foi de 17,1%, representando 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos.
De acordo com a coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, o fato de a desocupação ter enfrentado estabilidade ante o trimestre passado pode ser explicado pela dispensa de temporários, muitas vezes exigidos em época de final de ano.
Cerca de 102,7 milhões de pessoas estavam empregadas até janeiro, número também recorde na série comparável, com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhão de pessoas) de 2025 até o trimestre anterior.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 pontos percentuais no ano (58,2%).
Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, mais um recorde da série, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano.

