O setor mineral brasileiro registrou faturamento de R$ 298,8 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
O resultado representa uma alta de 10,3% em relação a 2024, quando o setor faturou R$ 270,8 bilhões.
O crescimento foi puxado principalmente pelos segmentos de ouro e cobre, que registraram avanços de 64% e 50,1%, respectivamente, no faturamento ao longo do ano.
No caso do ouro, a valorização está associada ao aumento da procura por ativos considerados mais seguros em meio às instabilidades geopolíticas e econômicas globais.
Já o cobre tem sido impulsionado pela transição energética: o metal é base para praticamente toda a cadeia de eletrificação. Está presente em veículos elétricos, cabos, redes e equipamentos de geração e transmissão de energia.
Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda global por cobre deve crescer cerca de 30% até 2040, pressionada pela expansão das energias renováveis e da mobilidade elétrica.
Destaques estaduais e saldo no mercado
Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente, do total nacional.
Em 2025, o setor mineral gerou 8,3 mil novos empregos. A arrecadação de impostos e tributos pelo setor em 2025 alcançou R$ 103,1 bilhões
O minério de ferro, principal produto do setor, respondeu por 52,6% do faturamento, somando R$ 157,2 bilhões.
Impacto na balança comercial
As exportações minerais totalizaram 431 milhões de toneladas, alta de 7,1% em relação a 2024, com receita de aproximadamente US$ 46 bilhões, avanço de 6,2%.
O minério de ferro foi responsável por 63,3% do valor exportado.
Já as importações minerais registraram leve alta de 0,1%, alcançando US$ 8,5 bilhões, enquanto o volume caiu 1,3%, para 40,8 milhões de toneladas.

