O estoque da Dívida Pública Federal subiu 0,07%, saindo de R$ 8,635 trilhões, em dezembro, para R$ 8,641 trilhões, em janeiro. É um aumento de R$ 6,03 bilhões. Os dados constam no Relatório Mensal da Dívida Pública divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Tesouro Nacional.
Já a DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna) teve seu estoque ampliado em 0,26%, ao passar de R$ 8,309 trilhões, em dezembro, para R$ 8,330 trilhões, no mês passado.
De acordo com o Tesouro Nacional, o resultado tem relação com a apropriação positiva de juros, no valor de R$ 88,53 bilhões, o qual foi neutralizado, em parte, pelo resgate líquido, no valor de R$ 67,02 bilhões.
Com relação ao estoque da DPFe (Dívida Pública Federal externa), houve variação negativa de 4,75% sobre o estoque apurado em dezembro, encerrando o mês de janeiro em R$ 310,59 bilhões (US$ 59,39 bilhões). Desse total, R$ 258,97 bilhões (US$ 49,52 bilhões) são referentes à dívida mobiliária e R$ 51,62 bilhões (US$ 9,87 bilhões) relativos à dívida contratual.
No mês, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 147,17 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 215,93 bilhões, resultando em resgate líquido de R$ 68,76 bilhões. Desse montante, R$ 67,02 bilhões são referentes ao resgate líquido da DPMFi e R$ 1,74 bilhão, ao resgate líquido de DPFe.
Em janeiro, a reserva de liquidez da dívida pública ficou em R$ 1,185 trilhão, queda de 8,59% em termos nominais, acima do nível prudencial que é de R$ 537 bilhões. O colchão da dívida compreende as disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida e o saldo em caixa dos recursos oriundos da emissão de títulos.
O nível atual da reserva de liquidez garante o pagamento dos próximos 6,77 meses de vencimentos da dívida.
No período, o prazo médio da Dívida Pública Federal apresentou aumento, passando de 4 anos, em dezembro, para 4,03 anos, em janeiro. Segundo o Tesouro, o aumento está relacionado às emissões realizadas no mês com prazo médio acima do prazo médio da dívida.
A pasta também sinalizou que o custo médio da dívida tem acompanhado com menos intensidade o movimento da Selic. Em 12 meses, houve avanço de 12,07% no custo médio do estoque.

