O Ibovespa abriu o pregão perto da estabilidade nesta segunda-feira (5), mas reverteu o sinal no início da tarde, enquanto os investidores monitoram os desdobramentos da captura pelos Estados Unidos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante o fim de semana.
O principal índice da bolsa atingiu o patamar dos 162 mil pontos no meio da tarde acompanhando o otimismo no exterior, com os principais índices americanos se valorizando no dia.
Já o dólar operava em alta diante do real durante a manhã, mas reduziu os ganhos à medida que mercados se concentram em dados dos EUA. Os investidores aguardam uma série de dados econômicos importantes nesta semana.
Às 15h25, o Ibovespa subia 0,98%, aos 162.106 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,49%, cotado a R$ 5,39.
A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela teve forte impacto nas petroleiras, já que o país sul-americano detém as maiores reservas de óleo no mundo. As ações da Brava Energia caem mais de 6% no dia, enquanto Petrobras
A moeda americana, tida como ativo de segurança em momentos de tensão e incertezas, pode se valorizar frente aos seus pares com a indefinição do futuro do governo venezuelano.
Mais cedo, os principais índices de países asiáticos fecharam em alta, impulsionados por ações de defesa e ainda impactados pelo otimismo em relação à inteligência artificial. As bolsas na Europa também amanheceram em alta, com as empresas do setor de defesa em destaque, em meio à invasão americana na Venezuela.
Petróleo em alta
A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos durante ataque militar no fim de semana dava impulso ao petróleo e aos principais índices em Nova York nesta segunda-feira (5), com investidores tentando avaliar os desdobramentos da ação norte-americana sobre os ativos globais.
Por volta das 15h, o petróleo subia mais de 1%. O WTI, referência americana, era cotado a US$ 58, e o Brent, referência global, a US$ 61 por barril.
Por outro lado, no mesmo horário, as ações das petrolíferas operava entre as maiores queda do Ibovespa. A Brava Energia liderava as baixas, com queda de mais de 6%, as ações da Petrobras (preferências e ordinárias) recuavam próximo aos 2%, enquanto PetroRio e PetroReconcavo caiam perto de 2% e 1%, respectivamente.

