A abertura dos chamados “olhos da Amazônia” marca o início da safra do guaraná no interior do Amazonas. Em Maués, principal produtor da fruta no estado, agricultores celebram a colheita que, neste ano, deve alcançar cerca de 800 toneladas.
O guaraná é uma planta típica da Amazônia, cultivada principalmente no estado do Amazonas, conhecida por seus frutos vermelhos que guardam sementes ricas em cafeína e amplamente utilizadas na produção de bebidas energéticas e tradicionais da região
O fortalecimento da cultura é resultado de quatro décadas de pesquisa. Nos anos 1980, a antracnose, doença causada por fungo, devastou plantações. A Embrapa desenvolveu variedades resistentes, que hoje garantem produtividade.
De acordo com o pesquisador da Embrapa, André Atroch, as condições climáticas ajudaram.
“Não tivemos fatores extremos que prejudicassem a colheita. Chuvas intensas ou ventos fortes poderiam comprometer a produção”, explicou.
Na comunidade Jatuarana, região metropolitana de Manaus, o guaraná começou a ser cultivado há sete anos como alternativa de renda. O produtor Ilmar Siqueira afirma que a fruta trouxe melhorias para o sustento das famílias.
“A gente tinha uma expectativa muito fraca para a produção e o guaraná veio para melhorar o sustento da nossa família”, disse o agricultor.
O cultivo exige cuidados nos primeiros anos. Em 2022 e 2023, secas extremas afetaram plantações e cerca de 200 pés foram perdidos. A parceria entre agricultores e pesquisadores tem feito o guaraná florescer novamente no Amazonas.
“Achei bonito quando começamos a colher. Foi ainda mais bonito ver os frutos se multiplicando”. disse o produtor rural João Batista.

