A Petrobras encerrou o ano de 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, alta de 201% em comparação com o apurado em 2024, segundo balanço divulgado pela estatal na noite desta quinta-feira (5).
Em 2024, a companhia encerrou o ano com lucro líquido de R$ 36,6 bilhões, recuo de 70,6% em relação a 2023.
A estatal reverteu prejuízo na comparação trimestral, ao anotar R$ 15,6 bilhões de lucro líquido no quarto trimestre. No mesmo período de 2024, a petroleira registrou prejuízo de R$ 17 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia foi de R$ 327,2 bilhões, alta de 11% em comparação com os R$ 214,4 bilhões de 2024.
“O EBITDA foi favorecido por maiores vendas de derivados no mercado interno, com destaque para as vendas de diesel, gasolina e QAV, e pela redução das despesas operacionais, que em 2024 haviam sido impactadas principalmente pelo resultado com abandono de áreas”, explica Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da estatal, no informe de resultados.
Ademais, a empresa registrou fluxo de caixa livre de R$ 91,6 bilhões em 2025, queda de 26,1% ante os R$ 124,054 bilhões apurados em 2024.
De acordo com a Petrobras, o “desempenho foi impulsionado principalmente pela excelente performance operacional, com destaque para o aumento de 11% da produção total de óleo e gás no mesmo período”.
“Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional. Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano”, escreve Melgarejo.
“Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa. Essa combinação sólida cria valor e garante benefícios duradouros para a sociedade brasileira e para os nossos acionistas.”
Remuneração aos acionistas
Em paralelo, a Petrobras também anunciou que o conselho de administração aprovou a distribuição de remuneração aos acionistas no valor de R$ 8,1 bilhões, valor referente ao exercício do quarto trimestre de 2025.

