O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu novamente o prazo para a continuidade das operações do TikTok nos EUA sob a ByteDance. A companhia chinesa ganhou mais 75 dias para seguir com a venda da plataforma, sob pena de ser banida definitivamente dos EUA.

A extensão foi anunciada por Trump em sua rede social, Truth. O principal argumento do presidente foi a necessidade de maior supervisão para garantir que todas as aprovações necessárias fossem assinadas. Trump também mencionou as tarifas recíprocas contra a China.
“Esperamos continuar trabalhando de boa fé com a China, que entendemos não estar muito contente conosco após as tarifas recíprocas (necessárias para uma negociação justa e balanceada entre China e os EUA!)”, afirmou o presidente, que assegurou querer trabalhar com o TikTok e com a China para concluir o acordo.
As negociações lideradas pela Casa Branca sobre o futuro do TikTok, usado por cerca de metade dos norte-americanos, estão se unindo em torno de um plano para que os maiores investidores não chineses da empresa controladora ByteDance aumentem suas participações e adquiram as operações do aplicativo nos EUA, informou a Reuters.
O plano envolve a criação de uma entidade norte-americana para o TikTok e a diluição da participação chinesa no novo negócio para abaixo do limite de 20% estabelecido pela legislação norte-americana, salvando o aplicativo de uma iminente proibição nos EUA, disseram fontes à Reuters.
A plataforma tem diversos interessados na compra, incluindo Oracle e AppLovin. Outros que fizeram ofertas até agora foram a Amazon, o fundador do site OnlyFans e o fundo Andreessen Horowitz, entre outros investidores de grande porte.
O Susquehanna International Group, de Jeff Yass, e a General Atlantic, de Bill Ford, ambos representados no conselho da ByteDance, estão liderando as discussões com a Casa Branca, informou a Reuters.
O Walmart também está considerando juntar-se a um grupo de investidores em um acordo para o TikTok, disse um repórter da ABC News na mídia social. O grande varejista, que havia manifestado interesse em investir no TikTok em 2020, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
O maior obstáculo a qualquer acordo para os negócios do TikTok nos EUA é a aprovação do governo chinês. Até agora, Pequim não se comprometeu publicamente a permitir uma venda.