O espanhol Carlos Alcaraz, no começo da manhã deste domingo (1º), se tornou o homem mais jovem a completar o Career Grand Slam, adicionando o título do Australian Open à coleção de troféus após derrotar o sérvio Novak Djokovic em uma emocionante final.
Apesar de perder o primeiro set para um Djokovic implacável, totalmente focado em conquistar o 25º título de Major, um recorde, Alcaraz reagiu e venceu por 3 a 1 (2-6, 6-2, 6-3 e 7-5), confirmando a posição como número 1 do mundo.
Seria uma tarefa monumental para Djokovic, que tinha dez títulos em dez finais em Melbourne, derrotar um adversário mais jovem, especialmente depois de ter se esforçado tanto para vencer o número 2 do mundo, Jannik Sinner, em uma semifinal de cinco sets na sexta-feira (30).
Mas, aos 38 anos, e diante do domínio contínuo de Sinner e Alcaraz, restam cada vez menos oportunidades para o sérvio conquistar o tão desejado 25º título, que o colocaria à frente de Margaret Court e o tornaria o tenista mais premiado da história.

E, em Alcaraz, enfrentava um adversário capaz de devolver quase todos os golpes, cujo atletismo permite ao espanhol prolongar os ralis além do que parece humanamente possível, e cuja criatividade pode surpreender até mesmo alguém tão experiente quanto Djokovic.
Com apenas 22 anos, Alcaraz agora se junta a um clube exclusivo composto por apenas outros cinco homens que venceram os quatro torneios do Grand Slam de tênis – o Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open – na Era Aberta.
O espanhol, que completará 23 anos em 5 de maio, alcançou tal feito em uma idade muito mais jovem do que qualquer um, inclusive os integrantes dos “Big 3” – Rafael Nadal tinha 24 anos; Roger Federer, 27; Djokovic, o último homem a completar a série antes de Alcaraz, 29.
O espanhol também se tornou o homem mais jovem da Era Aberta a conquistar sete títulos de Majors, superando o recorde anteriormente detido por Bjorn Borg: já tinha faturado Roland Garros, em 2004 e 2025, Wimbledon, em 2023 e 2024, e o US Open, em 2022 e 2025.

