Carol Solberg está suspensa da primeira etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia de 2026, que será disputada em março, em João Pessoa, na Paraíba. A brasileira recebeu a punição da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por ter comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista após a conquista do bronze, com sua parceira Rebecca, no Mundial da modalidade em dezembro do ano passado, em Adelaide, na Austrália.
“Sim, é um dia incrível para mim, estou muito feliz. Também foi um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da nossa história. Bolsonaro está preso, e isso é tão importante que a gente celebre. Estou tão orgulhosa de ter esse registro agora. Eu nunca consegui acreditar que tivemos um presidente como ele”, comentou a atleta na ocasião. “Vamos comemorar! Bolsonaro na cadeia, galera!, falou Carol na época.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Juca Kfouri, a fala de Carol foi considerada pela FIVB como “conduta antiesportiva”, conforme o Artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar, que pune insultos, gestos, sinais ou linguagens ofensivas, demonstração de natureza não esportiva e comportamento que traga descrédito ao esporte e/ou à organização.
Com isso, a atleta está fora do Beach Pro Tour Elite 16, entre os dias 11 e 15 de março, em João Pessoa. Mesmo que a etapa na Paraíba não conte para a “corrida olímpica” oficial, a ausência da atleta causa prejuízo a ela, que pode sofrer queda no ranking em relação às adversárias que vão disputar a etapa.
Solberg inocentada pelo STJD
Em 2020, O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD) inocentou Carol Solberg por uma manifestação política. Na ocasião, ela disse “Fora Bolsonaro” após uma partida do Campeonato Brasileiro de Vôlei.
“Isso tudo que aconteceu é um passo importante para refletirmos sobre o lugar do atleta. Isso é sobre liberdade de expressão. E sabemos o quanto ela tem estado em risco. Ser absolvida significa ter meus direitos garantidos e, quem sabe, encorajar mais atletas a se engajarem no que acreditam e no que é necessário enquanto sociedade”, disse Solberg à imprensa na época.

