A Red Bull confirmou que rebaixará Liam Lawson e o substituirá por Yuki Tsunoda com efeito imediato. O jovem piloto não correspondeu às expectativas desejadas nos dois primeiros Grandes Prêmios da temporada. A partir da próxima corrida, o GP do Japão, será substituído pelo condutor japonês, que havia sido preterido somente três meses antes pelo neozelandês para a vaga de Sergio Pérez.
Lawson foi anunciado pela equipe como substituto do mexicano Sergio Pérez em dezembro de 2024. Em Melbourne, Lawson desistiu da prova. Em Xangai, largou em último na classificação tanto da corrida sprint quanto da principal. Ele não somou pontos em nenhuma das etapas. O chefe da RBR, Christian Horner, justificou em comunicado, nesta quinta-feira, a decisão da equipe.
“Tem sido difícil ver Liam lutar com o RB21 nas duas primeiras corridas e, como resultado, tomamos coletivamente a decisão de fazer uma troca antecipada”, ressaltou Horner, numa referência ao carro desenvolvido para a temporada de 2025. “Reconhecemos que há muito trabalho a ser feito com o RB21, e a experiência de Yuki será altamente benéfica para ajudar a desenvolver o carro atual”.
Nos últimos dias, Lawson reconheceu ter dificuldade para controlar o carro e lamentou não ter tempo para se acostumar com a condução do veículo. Com a troca, o japonês de 24 anos fará sua estreia pela Red Bull no país natal, de 4 a 6 de abril. Já o neozelandês retornará à segunda equipe, a Racing Bulls, como companheiro do novato francês Isack Hadjar.

Passados os dois primeiros GPs da temporada, a Red Bull está em terceiro lugar no campeonato de construtores, atrás da McLaren e da Mercedes.
Segundo o jornal holandês De Telegraaf, Max Verstappen, principal nome da Red Bull e atual tetracampeão da F1, não teria gostado da decisão da equipe e julgaria a troca como um movimento precipitado.
“Podemos imaginar o que o próprio Verstappen pensa sobre a decisão da gerência da Red Bull de vitimizar Liam Lawson depois de apenas duas corridas em favor de Yuki Tsunoda. Verstappen também discorda da decisão da gerência da equipe de intervir tão cedo”, escreveu o De Telegraaf.