A Audi anunciou nesta sexta-feira (20) a saída imediata de Jonathan Wheatley do cargo de chefe de equipe na Fórmula 1. A decisão, segundo a montadora alemã, foi motivada por “razões pessoais”. Mattia Binotto, CEO do projeto alemão na categoria, assume o posto deixado pelo britânico.
Wheatley deixa a equipe menos de um ano após assumir oficialmente a função, período em que participou diretamente da transição da antiga Sauber para o projeto oficial da Audi como equipe de fábrica. No comunicado, a marca agradeceu pela contribuição no desenvolvimento da estrutura e desejou sucesso na sequência da carreira.
Nos últimos dias, Wheatley passou a ser ventilado como possível sucessor de Adrian Newey na chefia da Aston Martin. Segundo informações do portal Motorsport, a mudança para a equipe britânica dependia do contrato com a Audi e um possível período de carência, conhecido popularmente como ‘licença de jardinagem’, como enfrentou ao sair da Red Bull.
Wheatley era chefe de equipe da Audi, mas dividia a liderança da esquadra com Binotto, que é CEO do time da F1 e controla as ações fora da pista. Portanto, uma mudança para a Aston Martin, que vive um momento deplorável com um carro que não consegue completar uma corrida, significaria uma maior autonomia como chefe.

Além disso, iria permitir que Newey retornasse a um posto técnico e focasse integralmente no desenvolvimento do AMR26, que sofre com problemas de sincronização com o motor da Honda. O projetista, inclusive, já disse abertamente que não sabia do atual estado do projeto da marca japonesa na F1 e que se a equipe tivesse ciência da reformulação promovida pela Honda nos últimos anos, não teria firmado o atual acordo.
Newey, inclusive, não esteve presente no GP da China e alimentou rumores sobre uma possível da saída da Aston Martin, que negou a possibilidade e disse que a ausência já estava nos planos antes da temporada começar.
Newey foi anunciado como substituto de Andy Cowell na função em novembro do ano passado, exatamente oito meses após começar a trabalhar na escuderia britânica, o que gerou uma certa surpresa, considerando que o ‘Mago da Aerodinâmica’ sempre preferiu concentrar toda atenção no desenvolvimento dos carros.
A Fórmula 1 retorna na semana que vem, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.

