O governo do Senegal convocou, nesta quarta-feira (18), uma investigação internacional independente sobre o que classificou como suspeita de corrupção na Confederação Africana de Futebol (CAF), após o país ter o seu título da Copa Africana de Nações de 2025 cassado.
O comitê de apelação da CAF decidiu, na terça-feira (17), que o Senegal “abandonou” a final da competição ao deixar o gramado em protesto durante os acréscimos da partida.
A decisão converteu a vitória senegalesa por 1 a 0 na prorrogação em uma derrota por 3 a 0 a favor do Marrocos.
Em comunicado, o governo condenou a decisão da CAF como “grosseiramente ilegal e profundamente injusta”, exigindo uma auditoria externa para apurar suspeitas contra a liderança da entidade. A CAF não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.
A Federação Senegalesa de Futebol afirmou que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS/TAS), em Lausanne, classificando a punição como “sem precedentes e inaceitável”.
Entenda o caso
Até os acréscimos do segundo tempo da etapa regulamentar da final, Marrocos e Senegal protagonizavam uma final morna e equilibrada e empatavam em 0 a 0. Tudo mudou aos 47 minutos do segundo tempo, quando o o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala marcou falta de Seck em Hakimi em lance que terminaria com a bola empurrada para as redes por Sarr, no que poderia ser o gol do título senegalês.

