O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que o “Conselho de Paz pode se unir com a Organização das Nações Unidas”, durante seu discurso no lançamento da iniciativa, em Davos, na Suíça.
Trump afirmou que formalizaria a Carta Constitutiva do Conselho e faria a primeira reunião do grupo também nesta quinta-feira.
O grupo foi anunciado em 2025, quando o líder dos EUA revelou planos para acabar com a guerra na Faixa de Gaza.
Porém, mais tarde, ele deixou claro que a atuação do conselho seria expandida para além do território palestino, abrangendo outros conflitos ao redor do mundo.
Em discurso, Trump fez críticas à Organização das Nações Unidas (ONU), mas também pregou o diálogo pelo fim dos conflitos. “Nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, disse. Mas acrescentou que o novo conselho conversará “com muitos outros, incluindo a ONU”.
Trump chegou a sugerir que o grupo “poderia” substituir a ONU, o que agravou preocupações de especialistas.
O líder norte-americano acrescentou que, “quando a América vai bem, o mundo inteiro vai bem. Nós asseguramos compromissos no nosso país. O nosso déficit comercial foi cortado em 77% em um ano.”
O presidente também destacou avanços nas relações comerciais. “Fizemos um ano (de governo) e começamos a fazer acordos comerciais com as nações”.
Para Trump, o cenário global apresentou melhora no último ano. “O mundo hoje está mais seguro, rico e pacífico do que estava há um ano. Nós vamos apagar esse incêndio. Muitas vezes, não sabiam que muitas dessas guerras aconteciam há muito tempo”, afirma.
A Casa Branca afirmou que 25 países aceitaram o convite para fazer parte, como Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Jordânia, Catar, Egito, Turquia, Hungria, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai, Vietnã, Armênia, Azerbaijão e Belarus.
Conselho da Paz em Gaza
- O Conselho da Paz prevê criar um órgão internacional responsável por coordenar financiamento, segurança e articulação política em Gaza durante um período de transição após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
- O conselho atuaria em conjunto com uma administração tecnocrata Palestina e foi apresentado por Trump após os Estados Unidos mediarem a trégua no conflito no ano passado.
- Trump convidou dezenas de países a participar da iniciativa.
- Segundo os termos divulgados por Washington, os países podem participar gratuitamente por três anos, mas uma contribuição de US$ 1 bilhão seria exigida para obter uma vaga permanente — valor equivalente ao montante oferecido por Putin.
O documento formaliza e estabelece que países interessados em integrar o conselho com adesão permanente deverão contribuir com US$ 1 bilhão. Segundo a proposta, o Conselho da Paz terá como foco inicial a mediação de conflitos no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza, com possibilidade de ampliação para outras regiões.

