O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (21) que definiu uma “estrutura” para um acordo sobre a Groenlândia e o Ártico durante uma reunião com Mark Rutte, secretário-geral da Otan, a aliança militar ocidental.
“Após uma reunião muito produtiva com o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, definimos a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”, disse Trump em publicação na Truth Social.
Ele pontuou ainda que, “se essa solução for concretizada”, será “excelente” tanto para os EUA quanto para os países da Otan.
Assim, ele destacou que não vai impor as “tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro”. No último sábado (17), o presidente americano havia dito que países europeus que enviaram tropas para a ilha do Ártico enfrentariam taxas de 10% — valor que aumentaria para 25% em junho.
Trump também afirmou que, ainda no âmbito da Groenlândia, estão sendo realizadas discussões sobre o “Domo de Ouro” — um sistema de defesa aérea inspirado no “Domo de Ferro”, de Israel, que ele planeja construir para os EUA.
A principal justificativa do republicano para seu desejo de anexação da ilha é citar exatamente segurança nacional, alegando ameaças de Rússia e China. O governo chinês, por sua vez, pediu que o governo americano não use uma retórica de “ameaça chinesa” para conseguir seus objetivos.
Por fim, ele pontuou que mais negociações serão feitas conforme necessário e devem envolver o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff.
Trump nega uso de força para adquirir Groenlândia
Durante discurso no Fórum Econômico de Davos mais cedo nesta quarta, Trump garantiu que não usará força para conquistar a Groenlândia.
De toda forma, ele ressaltou que nenhum grupo de nações pode garantir a segurança da ilha como Estados Unidos, exigindo negociações imediatas sobre o assunto.
“Só os Estados Unidos podem proteger essa enorme massa de terra, esse enorme pedaço de gelo, desenvolvê-lo, melhorá-lo e torná-lo bom para a Europa, seguro para a Europa e bom para nós”, alegou.

