Os Estados Unidos defenderam nesta sexta-feira (6) um novo acordo de controle de armas, após o tratado que impôs limites aos programas nucleares estratégicos da Rússia e dos EUA por mais de duas décadas ter expirado na quinta-feira (5).
Conhecido como novo tratado START, ele limitava o número de ogivas estratégicas implantadas a 1.550 em cada lado, com não mais de 700 mísseis e aviões bombardeiros implantados lançados por terra ou submarinos para entregá-los.
E, com o fim do tratado, essa é a primeira vez em mais de meio século que Rússia e EUA ficam sem restrições mútuas sobre o tamanho de seus arsenais estratégicos — as armas que usariam para atacar as capitais uns dos outros, bases militares e centros industriais em caso de guerra nuclear.
O subsecretário de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, disse aos delegados da Conferência de Desarmamento em Genebra que a prorrogação do Novo START — que estabeleceu limites para as duas maiores potências nucleares do mundo, os Estados Unidos e a Rússia — não beneficiaria os EUA nem o mundo, pois era falho e não incluía a China.
“Hoje, os Estados Unidos enfrentam ameaças de múltiplas potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado em 2026 e no futuro”, disse DiNanno.
Anteriormente, DiNanno havia declarado à imprensa que o presidente Donald Trump deixou claro que deseja um novo tratado sobre o controle de armas nucleares.

