O judiciário iraniano contestou as alegações de que o manifestante Erfan Soltani seria executado, afirmando que ele não foi condenado à morte, segundo a agência de notícias estatal IRIB.
Os temores em relação a Soltani aumentaram nos últimos dias, após o Departamento de Estado dos EUA, sua família e grupos de direitos humanos afirmarem que as autoridades iranianas planejavam executar o jovem de 26 anos.
Soltani foi preso em sua casa na semana passada, em conexão com os protestos em Fardis, cidade localizada a cerca de 40 quilômetros a oeste de Teerã.
Um comunicado do Centro de Mídia do Judiciário do Irã rejeitou o que chamou de “notícias fabricadas” que afirmavam que Soltani foi “preso e rapidamente condenado à morte”, informou a IRIB.
O Judiciário informou que Soltani foi preso em 10 de janeiro e formalmente acusado de “conspiração e conspiração contra a segurança interna do país”, bem como de “atividades de propaganda” contra o regime, segundo a IRIB.
Soltani está detido na Prisão Central de Karaj, a cerca de 42 quilômetros a noroeste de Teerã, informou o comunicado.
“Se as acusações forem comprovadas pelo Ministério Público e um veredicto legal for emitido por um tribunal competente, a pena prevista em lei será a prisão”, afirmou o Centro de Mídia do Judiciário.
“Fundamentalmente, a pena de morte não existe na lei para tais acusações”, acrescentou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou na quarta-feira (14) que o Irã havia desistido da execução de Soltani após o caso atrair atenção internacional.
“Não há planos para execuções nem para uma execução”, disse Trump a repórteres.
Uma integrante da família de Soltani, chamada Somayeh, disse à CNN que a execução não ocorreu conforme o planejado, mas acrescentou que não foi cancelada e que a família aguarda mais informações.

