Muitos navios ainda podem passar pelo Estreito de Ormuz se coordenarem com a Marinha iraniana, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em declarações divulgadas pela agência de notícias Mehr.
“Após os acontecimentos recentes, de forma geral não podemos retornar às condições anteriores ao dia 28 de fevereiro (início da guerra no Oriente Médio), pois entendemos a importância da segurança do Estreito de Ormuz, e o mesmo foi dito pelos demais”, acrescentou o porta-voz.
O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias marítimas da economia global, a passagem por onde os petroleiros saem do Golfo Pérsico transportando cerca de um quinto da produção mundial diária de petróleo. Com a guerra no Oriente Médio, a rota foi fechada pelo regime iraniano.
Sob o bloqueio quase total do estreito pelo Irã, cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto e 5 milhões de barris de outros derivados de petróleo são impedidos de chegar aos mercados globais todos os dias, segundo o diretor da AIE (Agência Internacional de Energia).
Além disso, os países do Golfo reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, acrescentou a AIE, já que têm poucas outras maneiras de exportar petróleo bruto, além dos tanques de armazenamento já estarem se enchendo.

