Milhares de civis deixaram suas casas no sul e no leste do Líbano após uma nova onda de ataques israelenses atingir a região na segunda-feira (2). Bombardeios aéreos e incursões terrestres ao longo da fronteira aumentaram o clima de insegurança e levaram famílias inteiras a buscar abrigo em áreas consideradas mais seguras.
O Exército de Israel confirmou operações em pontos estratégicos da fronteira e emitiu ordens de retirada para moradores de mais de vinte cidades no sul libanês nesta terça-feira (3). A medida intensificou o deslocamento em massa e elevou a preocupação com uma possível ampliação do confronto.
A nova escalada ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã no último sábado (28). O ataque desencadeou retaliações iranianas em diferentes pontos da região, ampliando o alcance do conflito.
O Hezbollah, grupo xiita com forte presença no sul do Líbano, afirmou que sua ofensiva tem como objetivo vingar a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e atuar “em defesa do Líbano”. Segundo o grupo, esta é a primeira ação militar desde a guerra de 2024, apesar dos bombardeios israelenses quase diários contra suas posições.
Analistas apontam que o cenário atual representa um dos momentos mais delicados dos últimos anos, com risco real de que os confrontos evoluam para um conflito regional de maiores proporções.

