A ONU condenou as ameaças e a violência em curso no Oriente Médio durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6), abordando os alertas explícitos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, e a escalada do conflito entre o Hezbollah e Israel.
“Ficamos alarmados com a retórica vista naquela publicação nas redes sociais que ameaçava ataques americanos contra usinas de energia, pontes e outras infraestruturas”, disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.
O porta voz se referiu a uma publicação na plataforma Truth Social de Trump, na qual ele incitava o Irã a “fazer um acordo” ou enfrentar ataques a infraestruturas críticas.
Dujarric reiterou que os ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional, um princípio enfatizado pelo secretário-geral da ONU António Guterres.
“O Secretário-Geral reafirma que já é hora de as partes porem fim a este conflito, pois não existe alternativa viável à resolução pacífica de disputas internacionais”, acrescentou Dujarric.
A mensagem de Trump no domingo (5) veio antes do prazo de terça-feira (7) estipulado pelo presidente dos EUA para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, uma rota energética global crucial.
Ele rejeitou a contraproposta de Teerã na segunda-feira (6).
Sobre o Líbano, Dujarric forneceu atualizações sobre a escalada da violência, com a intensificação dos confrontos entre o Hezbollah e as forças israelenses ao longo do fim de semana. As forças de paz da UNIFIL relataram trocas de tiros de artilharia, ataques aéreos e combates terrestres no sul do Líbano.
“Mais de 1,1 milhão de homens, mulheres e crianças no Líbano estão agora registrados como deslocados internos”, disse Dujarric, observando que muitos estão abrigados em escolas e outros locais coletivos com acesso limitado a serviços básicos.
O porta-voz também destacou três soldados de paz indonésios feridos após uma explosão dentro de uma posição da ONU em El Adeisse na sexta-feira (3), dois dos quais permanecem em condição estável após deslocamento médico.
Outros três soldados indonésios da UNIFIL, que atuavam como forças de paz, já haviam morrido na semana anterior, após ataques israelenses no sul do Líbano.

