Ventos fortes deixaram um rastro de destruição em Madagascar quando o ciclone tropical Gezani atingiu a ilha, matando pelo menos 20 pessoas e deixando outras 15 desaparecidas, informou o escritório de gestão de desastres do país na quarta-feira (11).
Dezoito das mortes foram registradas em Toamasina, a segunda maior cidade da empobrecida nação do Oceano Índico, e duas em um distrito vizinho, informou o escritório em um relatório atualizado.
Moradores de Toamasina e arredores descreveram cenas de caos quando o ciclone atingiu a costa na noite de terça-feira (10). “Nunca vi ventos tão violentos… As portas e janelas são de metal, mas estão sendo violentamente sacudidas”, disse Harimanga Ranaivo.
O Gezani também deixou pelo menos 33 pessoas feridas. Mais de 2.740 moradores foram retirados por precaução depois que o ciclone atingiu comunidades costeiras antes de se mover para o interior.
Foi o segundo ciclone a atingir Madagascar este ano, 10 dias depois que o ciclone tropical Fytia matou 14 pessoas e desalojou mais de 31 mil, de acordo com o escritório humanitário da ONU.
Em seu pico, o Gezani atingiu ventos sustentados de cerca de 185 km/h, com rajadas chegando a quase 270 km/h — potência suficiente para arrancar telhas metálicas dos telhados e derrubar árvores grandes.
Antes da chegada do ciclone, as autoridades fecharam escolas e correram para preparar abrigos de emergência.
O Departamento Nacional de Gestão de Riscos e Desastres de Madagascar havia alertado anteriormente que o aumento do nível do mar em Toamasina já estava inundando as ruas.
Na manhã de quarta-feira (11), o serviço meteorológico de Madagascar informou que o Gezani havia enfraquecido para uma tempestade tropical moderada e se movido para oeste, para o interior, cerca de 100 km ao norte da capital, Antananarivo.

