Lisboa acolhe, nos dias 18 e 19 de abril, a segunda edição do Congresso Internacional Metamorfose da Alma, iniciativa que regressa a Portugal após a realização da primeira edição, marcada por forte adesão do público e pela consolidação do projeto enquanto proposta de alcance internacional. O encontro decorre no Seminário Torre d’Aguilha e reúne oradores de diferentes áreas ligadas à expansão da consciência, autoconhecimento e práticas integrativas, mantendo o formato presencial e vagas limitadas.
À frente da organização está Tati Pinheiro, criadora do congresso e responsável pela curadoria do programa, que assume novamente a abertura do evento. Em entrevista à nossa reportagem, Tati revela que a segunda edição surge ancorada na experiência adquirida na estreia portuguesa, no conhecimento mais aprofundado do contexto local e numa programação ajustada às expectativas do público, além dos bastidores desta nova edição, os critérios de escolha dos painelistas, a evolução do projeto e o papel de Lisboa enquanto palco estratégico para o desenvolvimento do congresso no espaço europeu.
Ígor Lopes: A primeira edição do Congresso Metamorfose da Alma marcou presença junto do público em Portugal. Que aprendizagens concretas dessa estreia estiveram na base da construção desta segunda edição, agora em Lisboa?
Tati Pinheiro: Particularmente eu estou adorando aprender sobre os hábitos da cultura portuguesa.
Profissionalmente, sempre há ajustes que são necessários. Creio que vai ficando mais leve a produção de um evento desse porte, com tantas pessoas envolvidas, quando vamos ficando
mais à vontade.
IL: O que pesou mais na decisão de avançar para uma segunda edição do congresso: a resposta do público, os resultados observados nos participantes ou a maturação do próprio projeto enquanto proposta internacional?
TP: Tudo isso pesou. Especialmente o meu amor por Portugal e o desejo de voltar. Cada edição traz os seus próprios desafios e novos aprendizados. Eu sou uma pessoa que adora aprender,
então, sinto-me motivada com esse empreendedorismo intercultural.
IL: Repetir um congresso implica responsabilidade acrescida. Em que medida esta segunda edição representa uma continuidade do trabalho iniciado e em que pontos traduz uma evolução clara face à primeira experiência?
TP: Na primeira edição eu não conhecia o local do evento. Isso, por si só, gera muita ansiedade.
Agora eu sinto-me mais em casa. Sobre os palestrantes, trazem particularidades que exigem
novas direções. Quanto ao público, aumenta a expetativa o que aumenta a minha
responsabilidade em entregar melhores resultados. Tudo realizado com muito afeto e
respeito, sempre!
IL: A programação mantém o foco na expansão da consciência, com abordagens diversas e
complementares. Que critérios orientaram a escolha dos temas e dos oradores para esta
edição, à luz do que foi observado no primeiro congresso?
TP: Eu sou muito intuitiva. É um processo meio que de canalização e sincronicidades. Os nomes
vão surgindo, alguns palestrantes convidam-se a participar, outros me encantam quando são entrevistados por mim no meu canal do Youtube: Tati Pinheiro Oficial. Em seguida, vem a
questão da disponibilidade de datas. O custo alto da viagem. São muitos fatores a serem
ponderados, tanto por mim como pelos palestrantes. Mas é uma jornada que vai acontecendo.
Já estou planeando a próxima edição mais focada em prosperidade e autoconhecimento.
Enfim, não saio mais de Portugal!
IL: Como aconteceu a escolha dos painelistas?
TP: Da edição anterior temos The Project joy (Joice Yane), que fez muito sucesso com o tema de Realidade Paralelas; Cristina Sá, que foi muito bem-sucedida no painel sobre a Nova Sexualidade; e a cantora lírica Gisela Hendricks, que traz a cura pela voz. Além de mim, é claro.
Dessa vez eu focarei numa meditação de reconexão com a Criança Interior. As novidades dessa edição são: Paula Cabral, que já esteve comigo em palcos brasileiros como palestrante; Marcia Pugliese, numeróloga que relaciona os números com cores num trabalho diferenciado; Kelly Curcialeiro, arquiteta que vai explicar e dar dicas sobre a energia dos ambientes; Catia Simionato, que tem um público enorme em Portugal e está participando no congresso pela primeira vez; Andrea Francomano, especialista em Apometria e que tem um método próprio.
Aliás, em primeira mão informo a todos que ambas vão oferecer cursos específicos das suas áreas no mesmo final de semana para quem quiser se aprofundar nos assuntos. Teremos também espaço para expositores. Quem quiser participar pode contactar Expositores, pelo telefone/WhatsApp: +55 11 5196-2553, a nossa gerente comercial, Laryssa.
IL: A sua participação volta a abrir o congresso, desta vez com a Vivência de Reconexão com a Criança Interior. Que significado tem para si iniciar novamente o evento e que mensagem
considera central para quem regressa e para quem participa pela primeira vez?
TP: Sempre coloco-me como primeira palestrante para dar as boas-vindas. Dessa vez, focarei somente na meditação. Será 100% prático! Um momento de cura mesmo. Essa é a minha proposta. Posso adiantar que faremos uma terceira edição em Portugal, no segundo semestre, e nessa oportunidade, mudarei o foco: aguardem as novidades e fiquem focados no evento de abril.
IL: Como está organizada a programação?
TP: A programação do segundo Congresso Internacional Metamorfose da Alma distribui-se por
dois dias no Seminário Torre d’Aguilha, em Lisboa, com início no sábado, 18 de abril, às 9h,
comigo a conduzir uma vivência de reconexão com a criança interior, seguindo-se intervenções
de Catia Simionato, Kelly Curcialeiro, Marcia Pugliese, The Project Joy e Andrea Francomano,
num percurso que cruza acolhimento emocional, energia dos ambientes, numerologia,
realidades paralelas e apometria sistémica, com pausa para almoço entre às 12h e às 13h. No
domingo, 19 de abril, os trabalhos retomam às 9h com Paula Cabral, dedicada ao código da
nova consciência humana, prosseguem com Cristina Sá, que aborda a sexualidade como
caminho de regresso ao equilíbrio, e encerram com Gisela Hendricks, numa sessão centrada na
terapia através da voz, consolidando um programa orientado para experiências práticas e
partilha presencial.
IL: O Congresso Metamorfose da Alma afirma-se como um evento presencial, com vagas
limitadas. Que leitura faz da procura por este tipo de encontros num contexto europeu e que papel Lisboa assume nesta segunda edição internacional? TP: Vivíamos no presencial sem a possibilidade do online antes da Pandemia. Depois, fomos para uma nova realidade, na qual somente o online era viável. Agora, está mais do que na hora de termos eventos híbridos e opções para online e presencial. Cada estilo tem a sua mágica. Eu, particularmente, gosto de dar um abraço, tirar foto, almoçar juntos. Essa rede de contactos se transforma numa rede de apoio. A jornada do despertar é muito solitária. Com os eventos presenciais vamos criando grupos e amigos. Além disso, a energia que se forma é espetacular. Só mesmo vivenciando para explicar.

