O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou, nesta terça-feira (17), que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser — visitem o ex-chefe do Executivo no Hospital DF Star, em Brasília.
“AUTORIZO a visita, observadas as regras do hospital, dos advogados do custodiado, Drs. Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser na data de hoje, 17 de março de 2026”, decidiu Moraes.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde sexta-feira (13). Ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de líquido do estômago.
O ex-chefe do Executivo deu entrada no hosítal após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Conforme o boletim médico divulgado nesta terça, ele apresentou o segundo dia de melhora clínica e nova queda nos marcadores inflamatórios.
“Manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios. Segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”, diz o informe.
Prisão domiciliar
Ainda nesta terça, a defesa de Bolsonaro voltou a pedir ao minsitro Alexandre de Moraes que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente — que atualmente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da trama golpista na Papudinha, em Brasília.
Segundo os advogados, a medida não seria um “privilégio”, mas “providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado”.
A defesa argumenta que o objetivo é “não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências”.
Segundo os advogados, o relatório médico de Bolsonaro aponta possibilidade de novos problemas de saúde e que mantê-lo em custódia na Papudinha gera “risco progressivo”.
Além disso, a defesa afirma que a equipe médica do sistema prisional “não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo e resposta imediata” a uma complicação de saúde de Bolsonaro.

