O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta terça-feira (6) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para transferência imediata a um hospital após uma queda registrada durante a madrugada na unidade da Polícia Federal, em Brasília.
A solicitação foi apresentada no âmbito da execução penal decorrente da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 124 dias-multa.
Os advogados alegaram necessidade urgente de remoção hospitalar para realização de exames clínicos e de imagem, visando preservar a integridade física do ex-presidente e evitar agravamento do quadro de saúde.
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Na decisão, Moraes afirmou que, à luz das informações prestadas pela Polícia Federal, não há indicação de urgência que justifique a transferência imediata. Segundo o ministro, o atendimento inicial foi realizado no local de custódia e não apontou risco que demandasse remoção emergencial.
O magistrado ressaltou, no entanto, que a defesa tem o direito de solicitar a realização de exames complementares, desde que haja indicação médica específica e necessidade comprovada. Esses exames, segundo a decisão, devem ser previamente agendados e avaliados quanto à possibilidade de realização dentro do próprio sistema penitenciário.
Como encaminhamento, Moraes determinou que seja juntado aos autos o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento do custodiado. Além disso, ordenou que a defesa detalhe quais exames considera necessários, para que seja analisada a viabilidade de execução sem deslocamento hospitalar.
A decisão mantém Bolsonaro sob custódia na Superintendência da Polícia Federal enquanto os pedidos médicos seguem sob análise judicial.

