O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27), após permanecer duas semanas internado para tratamento de um quadro de broncopneumonia. Ele estava hospitalizado desde o dia 13 no Hospital DF Star, onde chegou a passar mais de uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Bolsonaro deu entrada na unidade de saúde após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios, o que demandou cuidados médicos imediatos. Após a realização de exames, foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração — condição que ocorre quando há aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões, podendo provocar infecções graves.
Durante a internação, o ex-presidente apresentou momentos de maior gravidade, o que exigiu acompanhamento intensivo na UTI. Na semana passada, contudo, houve evolução positiva em seu quadro clínico, permitindo a adoção de um protocolo considerado mais adequado à fase de recuperação. Apesar da melhora, ele permaneceu sob monitoramento rigoroso, inicialmente ainda na UTI, porém em regime de cuidados semi-intensivos.
Na noite de segunda-feira (25), Bolsonaro deixou a UTI e foi transferido para um quarto do hospital, onde seguiu em recuperação até receber alta médica. Paralelamente à internação, uma decisão judicial impactou sua situação: na segunda-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente pelo período de 90 dias. A medida levou em consideração seu estado de saúde, conforme argumentado pela defesa.

